Matérias

O Tarab
   
   Pra nós quando ouvimos o TARAB, a gente se transforma, a gente viaja.
A gente se transforma em mundo de imaginação, pensamentos, sonhos e lamentos.
O Tarab em certas canções, nos leva o passado, lembranças, perdas e lamentos, o Tarab em certas canções, nos faz viver o presente, entre sonhos e vontades e também lamentos, O Tarab em certas canções, nos faz sonhar, sonhar e os sonhos são muitos.

  O Tarab em certas canções nos leva até o futuro, mundo de imaginação e vontades, em ver seu sonho realizado, em viver seu amor sendo respondido e vivido ou até ver um mundo de paz.
O Tarab é uma transformação em sentimentos, cada canção, cada palavra e cada som do instrumento é uma viagem, as vezes no passado, as vezes no presente e até as vezes no futuro.
Isso é o que Tarab faz em nós, pode ser uma canção amorosa, pode ser uma canção patriota, pode ser uma canção apenas em sonhos.


  Porque a gente diz que é uma grande responsabilidade interpretar o Tarab?
Não basta saber o que é Tarab, precisa sentir – lo e entender – lo para poder expressar – lo
O Tarab é não é apenas Alf Leila W Leilah nem apenas Oum Kalthoum, é muitas poemas, cantores e cada canção no Tarab é única.

  O Tarab não é estilo de dança, mas sim estilo musical poético.
Interpretando o Tarab:
A interpretação do Tarab na dança, fundamental entender a musica, ouvir, sentir, entender a sua mensagem, expressar o sentido da musica, o que ela fez em você ou o que é que a poeta, cantor (a) quer com sua dizer com sua canção.

  O Tarab é o alto nível musical, e tem que ser alto nível em dança também.
A leitura musical é fundamental, o tarab na maior parte é orquestrado, tem que estar a sua altura.
Assim como seu traje, sua maquiagem é como fosse indo em um gala.
A responsabilidade:
Oum Kalthoum mandou Suher Zaky corrigir mais de 10 vezes a musica Inta Omri, até ficou pronta a missão e dizer, agora pode interpretar minha música.

“ A cada palavra, a cada som, a cada frase tem sentido e tem direção, assim como cada um tem a sua reação, para alguns são palavras, para outros são acontecimentos, sonhos, desejos ou até lembranças, E Pra Você?, é o Tarab”


até mais!

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O Mawal:
O que é, como é e que gênero:
Continuamos com o Shaabi


Nos artigos interiores falamos sobre a primeira época do Shaabi, e também sobre o Street Shaabi.

Hoje vamos continuar sobre a tema, mas antes os professores precisam dar uma pausa do que vem estudando, são tantas coisas foram ensinadas, tantos artigos foram publicados e o resultado é um grande conflito de informações que na verdade não são.

Existe Shaabi nos países árabes? Sim e existe shaabi no mundo inteiro, mas quando falamos em Raks Sharki, e quando já sabemos o significado da palavra em si, então precisamos ir direto no assunto que a quem estuda necessita saber.

Nos artigos interiores, falamos sobre a primeira época desde o Pai do Shaabi, hoje vamos a segunda época que nasceu nos anos 70 e teve e tem grandes ícones e vamos citar los.


Mawal:

- O que é Mawal, é uma manifestação, uma expressão, um poema, um acontecimento, uma história, um sonho, um lamento, todas estes temas se encontram num Mawal.

O cantor pega a tema e conta em forma de canto.

- Como identificar o Mawal, normalmente é falado ou cantado tudos antes da música, as vezes apenas com base baixa, tipo apenas uma flauta, um violino, mas sempre notas baixas, o interprete conta a tema toda e depois entra a musicalidade.

- Qual gênero Musical, nisso você precisa tomar muito cuidado, mesmo que o Mawal é refere o Shaabi, precisamos saber que tipo do Mawal é essa e onde se enquadra, se é Baladi, se é Saidi, se é religioso, se é patriota.

E a maneira correta para entender isso é conhecer o significado do Mawal (a que está sendo cantado).

O início sempre o mesmo, é momento de Taksim quando falamos da bailarina, mas a partir do momento que entra a musicalidade aí você precisa se saber se é baladi, se é saidi ou não é para ser dançado.

- O Mawal mais usado no Shaabi, o tipo do Mawal mais usado na oriental dance e no Shaabi é o Mawal Baladi, suas características é Cairo, seu estilo, suas “Ahawy” casas de café, da aí que sai o Mawal, num encontro entre amigos.

- O Mawal é 100% Shaabi, cantado por tudo mundo e usado por tudo mundo, O povo canta e as bailarinas dançam, repetido em muitas ocasiões.

Ícones do Mawal desde os anos 70:

Falamos do Mawal e falamos do Egito que é a referência nisso, tivemos grandes cantores que fizaram o Mawal como, Abdo Al Ascandarani – Mohamed Roshdy – Mohamed Taha – Ahmed Adaweya – Hassan Al Assmar – Hakim e muitos outros.

- Existe Mawal também nos países árabes como Líbano, Síria, Palestina etc, mas a sua originalidade é Egito.



Entender o Shaabi:

Não é você olhar o que está sendo na moda hoje, não é olhar vídeos gravados em bairros populares no Cairo, não é olhar os festivais hoje em dia ou falar delas, tudo isso é apenas vai te mostrar o tempo atual e não vai explicar para você o que é Shaabi ou o que pertence, desse jeito você acaba escolhendo uma parte de hoje e deixando o resto, e o resto simplesmente é história da arte.

O Shaabi antes de ser boca de povo, são épocas, gêneros diferentes, em suas mãos escolher a época e o gênero, mas precisa entender lo.

Se o Shaabi é folclore?

Bom, deixamos no próximo artigo.

Abraços!!!

Khaled Emam

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Finalizando a Melaya Laf

Artigo direcionado as bailarinas, professoras, alunas e admiradores da cultura egípcia.

Nas duas matérias interiores, falamos sobre o que é Melaya e o estilo Iscandarani, nesta matéria vamos finalizar o outro estilo que poucas conhecem.

Baladi COM melaya:


Particularmente eu nasci e foi criado num bairro baladi e entre família e moradores baladi, é coisa mais comum que via todo dia é mulheres sejam de família ou vizinhas, parentes com a melaya laf, e não são bailarinas e nunca fizeram parte da Reda Troup, isso quer dizer que o uso da melaya é costume, tradição e não é uma dança ou um folclore, MAS pode fazer com que as costumes se tornam uma dança isso sim, e isso é o verdadeiro folclore.

Tipos da Melaya:

Temos dois tipos de melaya cada uma totalmente diferente que a outra, em material de tecido, em tamanhos, em enfeito e até no jeito de enrolar a melaya.

- Melaya Baladi, usada no Cairo... o que vocês precisam saber é o próprio estilo da mulher baladi, o que ela é, como se veste, como anda e como se enfeita e como dança.

- Melaya Baladi foi levada a cinema por várias bailarinas como Hend Rostoum, Taheya Carioca, Nemat Mokhtar, Samia Gamal e Fifi Abdo, e em todas as cenas são falam sobre a mulher ou o bairro baladi.

- Melaya Baladi no palco bom quando é solado, exige tudo que o baladi pede, seja ginga, taksim e quadril claro.

- Baladi com Melaya, tem suas musicas, roupas, assessórios, maquiagem e GINGA.



VOCE INTERPRETA UMA PERSONAGEM E NÃO UM TECIDO, importante saber disso, por isso falei no outro artigo não existe dança de melaya mas existe estilos.

- A outra Melaya é Iscandarani, usada em Alexandria, Porto Said, Issmaaleya (cidades do mar), este que a maioria de vocês conhece e foi levada pela Farida Fahmy junto com Mahmoud Reda para o palco.

Bom, não adianta fazer 10,20 workshops com mesmo tema e pensam que estudaram muito, eu mesmo em meu festival trouxe Master Teacher do Egito, e um dos temas era Iscndarani com melaya, isso não significa que a melaya so isso, apenas este tema não.

- São duas estilos diferentes em tudo, Se decidir fazer iscandarani ok, Mas mantenha tudo que pertence, musica, roupa, asharb, assessórios, sandalha, jeito de enrolar a melaya e a própria melaya iscandarani, Não misturam entre as dois estilos e pensando que o que importa é mexer com a melaya, isso ta errado nem o próprio Mahmoud Reda faz isso.


Existe uma riqueza além das marcações se chama tradição, ela não muda, não se mistura e pelo incrível que parece é de milhões de anos e ainda viva.se encantou com ela? Então conhece ouça a quem faz parte disso.

Agora sabemos que existe dois estilos.

- Baladi com Melaya – Iscandarani com melaya..decide antes de fazer melaya qual destes estilos e busca tudo que pertence, até você acaba economizado em questão de tempo, dinheiro afinal você investe em tudo, e com certeza o final será agradável quando a gente olhamos e vemos que está sendo entendida a nossa tradição.


No pôster nada mais que é nossa rainha Fifi Abdo, dá para ver o estilo da melaya baladi, vestido, o que se usa na cabeça, nos pés, nas mãos enfim isso é se chama Baladi com melya.
Pergunto, Alguma vez vocês ouviram este som ( Ya Oooomaaaar), o que tem a ver isso com mexida da melaya? Acho que não, mas tem.

Dicas:

- A Melaya Laf, seja Iscandarani ou Baladi somente existe no Egito, é costume e tradição esgípcia

- Não se interpreta Melaya Baladi em grupos, APENAS se fosse TABLOH (ensinado na palestra)

- Não se usa Melayas coloridas

- Uso de músicas que refere o estilo baladi, que levam solo nos instrumentos especifico para Baladi como Sax, Acordeom, Tabla e Nay, Teclado também usado

- O Mawal é o mais refere o estilo Baladi, lembrando que existe Mawal desde 1920 não apenas Ahmad Adaweya que é giração dos anos 70

- Estudam a personagem da mulher baladi, os bairros, a musicalidade.

“Peço apenas a gentileza de colocar o crédito, caso será compartilhado ou postado nas apostilas”.


Abraços !!!
Khaled Emam

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Percussão além dos Ritmos
Mazaher – O Zar
Tem percussão, instrumentos, cantos, Mas não é dança e nem festejo.
Imagina você viajou ao Egito e foi levado a um encontro em uma casa, ver canto, batidas e esperando de um festejo ou uma cerimônia, Mas não é.
Zar – Zekr – Zafe são três palavras muito parecidas, Mas totalmente diferente um ao outro, neste artigo vamos falar um pouco sobre um destes três acontecimentos que é o Zar.


Mazaher:
Palavra Mazaher é plural do Mazhar que é o Dof (Bandir), usada para tocar e fazer vibrações.

O Zar: Ritual
As musicas do Zar tem três estilos diferente, linguagem diferentes, de origem Africana e Egípcia, é existência do Zar é mais no interior do Egito, seja no alto Egito ou Baixo Egito, ou digamos seja na região Said ou região Falaheen.
Zar é um ritual de cura baseado em canto e batidas, cuja tradição é realizada principalmente por mulheres (os homens têm os papéis secundários) e cujo principal participantes são mulheres.
O Zar é dito ter originado no leste da África e, embora a sua prática está desaparecendo no Egito, o ritual floresce em outras partes do leste da África e na Península Arábica.
O ritual tem sido mal entendido como uma forma de exorcismo. No entanto, o objetivo do Zar é harmonias das vidas interiores dos participantes.

Bem como desenhar as mulheres que estão gravemente doentes, o Zar é um espaço em que as mulheres podem trabalhar as tensões e frustrações dos constrangimentos sociais que limitam seus movimentos, suas roupas, suas vozes e até mesmo seus sonhos.
A comunicação com espíritos invisíveis é conduzido pelos ritmos de tambores insistentes e variado e pelos movimentos enérgicos dos participantes em uma interação intensa rítmica que pode levar a um estado alterado de consciência e, até mesmo, de transe.
A experiência pode ser catártico, uma purificação física e espiritual que deixa um calmo e pronto para enfrentar o mundo de novo.

O Zar mesmo liderado por mulheres, mas atende a quem necessita seja homens ou mulheres.
Não exige cores especificas tanto para integrantes como a pessoa que necessita a sessão.
Mesmo que são pouco usado hoje em dia, mas ainda existe no interior e faz parte das costumes e tradições.
A pratica do Zar não exige um lugar especifico, se a pessoa esta sem condição de sair da sua casa por motivo de doença por exemplo é possível realizar o Zar em sua própria casa.

- O Zar é usado em situações como, doenças que difícil encontrar cura ou seja a pessoa é medicada mas as medicamentos não fazem efeitos, também é usado em situações como depressão, inveja ou má olhado, também é usado em situações que digamos La (Malmoussa) ou a pessoa tem contatos com espíritos ou dominada por espíritos.
São tradições e muitas percorrem sim mais ainda quando falamos no interior.

O Shaabi


Este artigo é para todos, Professores(as), alunas e mais ainda os meios de comunicações.

Muitos artigos, muitas definições, comparações e continua a maioria confundidos sobre este estilo e isso por acesso de muitas informações erradas sem nexo que não passa de uma opinião pessoal, Mas sai as vezes de fontes que dizem “segura”.

A problema é quando definir estilo, seja musical ou dança com tradução de uma palavra, então vamos por etapas.

- Tradução da palavra Shaabi – Sha3bi:
A palavra Shaabi vem da palavra “Shaab” ou digamos povo, nação, o Shaabi pode ser um estilo de roupa que ta na moda, uma nova gíria que está na boca de povo, um bairro tradicional que chamamos de bairros shaabi, tudo isso refere o significado da palavra APENAS.

- O Shaabi na musicalidade:

Temos 3 tipos de Saabi

1- Clássico – que foi da era da cinema e representado por vários cantores como Mohamed Roshdy e Moharam Fouad e outros

2- Mawal – é o mais usado especialmente no Cairo e explorado por todo Egito, neste estilo temos grandes referencias como o rei do Shaabi Ahmed Adawya e também grande ícones como Hassan Al Assmar e Hakim e muitos outros que seguem a mesma linha

3- O Tradicional e isso é o berço, desde foi criada a ideia de fazer uma música que atinge o povo, que refere acontecimentos e transformar ela em música, acontecimentos pode ser de amor, pode ser de revolta o que importa é que seja uma mensagem chega até o povo, e isso foi criado pelo o criador do Shaabi SAYED DARWISH

“O Pai do Shaabi..( Sayed Darwish El Bahr ( Sayed Darwish ), Egípcio da cidade de Alexandria, nascido em 17 de Março de 1892)..tem artigo completo sobre ele no site”.

As músicas do Sayed Darwish teve a sua filosofia, ele sempre dizia que a música é uma língua universal que possa chegar a todos no redor do mundo, basta chegar o povo “ser ouvida e cantada pelo o povo”, e suas músicas começou a ter outro sentido, começou escrever para atingir o povo em todos os sentidos e suas músicas começou a ser catada e repetida pelo a voz do povo e começou a nascer o “Shaabi”, a cada acontecimento tem a sua história e em cima do acontecimento ele começou a fazer suas músicas.



O Shaabi na dança:

Mas antes vamos eliminar certas informações que vi e li em muitas sites, revistas etc, informações que não passa de opinião pessoal e infelizmente não vai acrescentar nada pra ninguém tipo...

- Shaabi comparado com funk – O shaabi existe em todos os países árabes cada um tem o seu a final é coisa de povo

O Shaabi moderno, tudo isso não tem nexo.

Quando falamos em Shaabi e dança é 90% é ligado ao Cairo especialmente quando falamos em Mawal, O Baladi, interpretando a mulher baladi, usando suas características, sua ginga, seu jeito de dançar, nada impede pode dançar Shaabi com Galabeya, pode dançar shaabi com traje clássico, e lembram que estamos falando do perfil profissional e não a nossa casa e nossas festas do bairro isso é importante porque é uma grande diferença.
Ahmed Adaweya

- Importante também saber as diferenças entre o oriental Shaabi e o Street Shaabi porque muitas confundam e classificam como Shaabi moderno e isso não existe.


Sayed Darwish


IMPORTANTISSMO:
- Quais são os ritmos do Shaabi? NÃO esquentam

O shaabi é um estilo musical e não estilo de dança, então quando interpretado cada música em si, cada música tem a sua mensagem, instrumentos e ritmos, O shaabi se identifica com a música e a bailarina interpreta a musica

- Não vão através do youtube para descobrir o Shaabi, Existe muitos vídeos publicados na rede de boates, noitadas, casas noturnas, e também casas de prostituição, somente a quem vive no Cairo e viveu suas noitadas que sabe como isso rola e onde é...

Também existe bairros no Cairo que quem manda no bairro são malandros e tem a costume quando alguém faz festa de casamento nestes bairros é chamar prostitutas para dançar e animar a festa, estas “NÃO SÃO BAILARINAS” e isso não é arte a ser estudado...Eu digo isso porque aconteceu sim, postar vídeos deste tipo e classificaram como a dança do ventre no Egito hoje em dia, quando a verdade é muito longe de ser.

- O Shaabi é totalmente improvisado? ERRADO

O único estilo musical que possa ser improvisado é o MAWAL, seja no Baladi, seja no Saidi, seja na politica, pode improvisar o Mawal acompanhado com Mizmar, com Sax, com Nay, com Tabla e a bailarina tem que ter o talento para uma coisa chama TAKSIM.

Dica:

Conhecem a cada estilo, escolham o estilo certo a ser interpretado seja em musicalidade ou a dança, buscam informações certas seja no mundo real ou em redes.

Conhecem as épocas, os cantores e as bailarinas que faz parte de cada época, assim vão saber tipos da música, seja em letra, instrumentos e como foi dançado nesta época.

Experiências próprias:



Conheci pessoalmente o rei do Shaabi e do mawal Ahmed Adaweya, Foi vizinho também de um dos ícones do Shaabi Hassan Al Assmar, vivia praticamente duas ruas a pós da minha, no Bairro Al Abaseya no Cairo, e até hoje tenho contatos com vários cantores do Shaabi..eu trouxe no festival ano passado cantor Shaabi e pedi ele regravar músicas de cada época e fez e apresentou, então existe esta ligação forte na vida pessoal quando falamos em Baladi e Shaabi porque foi criado nisso.

Por: Khaled Emam
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Street Shaabi
A nova febre musical no Egito.
IMPORTANTE não confundir o Street Shaabi com o Oriental Shaabi.

    Uma nova febre musical tomou conta das noitadas e as mídias no Egito, muito recente a 4 ou 5 anos atrás, O street Shaabi o estilo mais tocado entre os jovens no Egito.

Oka & Ortega 
Antes de escrever este artigo conversei com amigos meus que são cantores do sucesso no Egito neste estilo musical e também com professores amigos do Egito que dançam e ensinam as técnicas e a linguagem deste novo estilo que toma conta da mídia.

Referenciado por POWER ou seja agitação, o Street Shaabi vem representando uma mistura, um Mix entre o Pop Afro e Street Americano, a sua linguagem musical NÃO podemos considerar ela como os outros estilos do Shaabi seja o Tradicional, o clássico e o Mawal.

O street Shaabi seu forte é mixagem nos instrumentos eletrônicos e a rima nas letras, o forte dele é isso, montar uma rima e uso a tecnologia com os instrumentos musicais que praticamente a maior parte dela é instrumentos ocidentais.

As diferenças entre o Street Shaabi e o tradicional Shaabi:

Nós egípcios temos olhar diferente quando falamos em músicas do Shaabi, são épocas e estilos diferentes, desde o Pai do Shaabi Sayed Darwish até o Rei do Shaabi Ahmed Adaweya, vários estilos e cada estilo tem seu gênero musical e também seu estilo de dança.

- Shaabi Tradicional

- Shaabi Clássico

- Shaabi Mawal

     Cada estilo é pertence épocas diferentes e linguagem diferentes e com certeza na interpretação da dança também existe as diferenças.

O Street Shaabi, o Foco não é a mensagem na letra, não é os ritmos a ser aplicados, o foco é fazer uma rima com as palavras e o uso da mixagem eletrônica.

A inspiração vem do PopAfro e Street Americano, então não podemos citara-lo como raízes Egípcias menos ainda como tradição ou folclore.

O Street Shaabi é muito usado entre jovens, noitadas, festas, boates etc e mídia com certeza, digamos “Shaabi” apenas por uma razão, que é tocado e ouvido entre o povo, mas vale lembrar que não é um Shaabi raiz.



Street Shaabi no oriental dance:

O street shaabi NÃO é oriental, é muito longe de ser oriental shaabi, quando interpretado o shaabi no oriental dance, é olhados todos os elementos, o estilo, se é tradicional, clássico ou mawal, e nisso começa a preparação seja de figurino, assessórios, leitura, interpretação e la vai.

No street shaabi NÃO precisa nada disso, não temos melodia, letra a final o foco é a mixagem, NÃO temos ritmos, NÃO temos estilo raiz, se não temos todas estes elementos então somos livres para interpretar Street.

Bailarino e coreografo Mohamed Salah Egito 
    Pode ser interpretado com roupas comuns, pode ser interpretado com roupas esportivas, pode ser interpretado soo, dueto e grupo, e também pode ser interpretado com traje de dança do ventre, mas lembrando que é um estilo rápido, acelerado então será muito esquisito fazer os movimentos do puro oriental, a final não tem marcações e leitura rítmica ou até um simples taksim.



    As professores e coreógrafos egípcios que montam suas coreografias em músicas street dance, eles utilizam alguns movimentos orientais sim, mas isso para diferenciar entre o Street egípcio e os outros países, mas a maior parte dos movimentos é longe ser oriental dance da raiz.

Vale a pena olhar estas diferenças sim se decidir interpretar a nova febre musical egípcia que é street Shaabi.

Neste imagem é a dubla mais conhecida no Egito que interpreta este estilo musical Oka&Ortega e também de amigo meu que é professora e coreografo internacional egípcio Mohamed Salah com apresentação de steet shaabi.

Até mais

Khaled Emam


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O Véu no Tarab:
Qual véu e o que é véu.

       A presença do véu na dança oriental “Raks Sharki”, sempre presente seja no clássico, no shaabi ou até no tarab, mas que tipo de véu e a maneira que usa isso que faz a diferença e podemos dizer pode ou não pode.

O que vemos hoje em dia especialmente no mundo ocidental a invenção, criar algo que não existe por achar bonito ou pelo direito de expressar sua arte, e isso acaba distanciando a bailarina da verdadeira essência da música, porque o foco se torna diferente.

Antes de falar sobre este assunto, vamos conhecer o véu além da dança.

O uso do véu nas mulheres orientais vem das antiguidades, desde as épocas do nascimento de todas as religiões, desde época do cristo, NÃO apenas as mulheres muçulmanas que usam o véu, a própria Maria nossa senhora usava véu.

*** O uso do véu tem ligação sim com religião, mas também com a clima ***

O véu na religião:

Algumas países chamam o véu de “ Tarha” como no Egito por exemplo, outros lugares chamam de “ Shall ou Asharb”.


A religião sempre proteja a mulher, valoriza a mulher e uma destas valorizações é afastar os olhares de segundas intenções, quando o rosto é bonito, maquiado, cabelo solto, penteado, chama os olhares dos homens, então para ninguém peca seja a mulher ou o homem é eliminar as razões ou os motivos.

O uso do véu na religião é sinal do respeito seja da religião ou seja da própria mulher.

O véu no clima:

O oriente médio é uma terra quente por natureza, e quando olhamos a muito tempo atrás, as épocas do Sham, Persa e Fares , não existia países o povo vivia no deserto, enfrentando calor e tempestades, o uso do véu é uma peça fundamental de proteção contra isso, seja a mulher religiosa ou não.

Até hoje em dia, existe esta ligação religiosa e climática no uso do véu.

O véu na dança:


O que faz parte para nós e o que não faz, o que é certo e o que é errado.

A presença do véu sempre esteve na dança oriental, desde época do ghawazee e a era dourada, usado no clássico, shaabi até no tarab.
Tipos do véu na dança clássica 
Mas qual véu e quando usar ele especialmente no clássico ou no tarab.

SEMPRE quando referimos o véu no tarab é um tipo de véu que FAZ PARTE DO TRAJE, é um conjunto leva mesmo tecido e mesmo cor, e normalmente amarrado no ombro ou na cintura da bailarina pode até ser solto na apresentação.

Usado apenas em momento solo, tipo momento do taksim ou em giros, começou o canto salta as mãoes do véu e EXPRESSAR a música e também nunca é usado a música inteira mesmo que seja toda instrumental.

O que vemos hoje em músicas do tarab?
O que vemos hoje em dia especialmente no ocidente e aqui claro além da invenção é falta de entendimento da música, sua mensagem.

As bailarinas esquecem que interpretar um tarab ou até clássico do Abdel Haleem ou até Oum Kalthoum mesmo que seja uma versão instrumental, que a música tem poema, tem letra e exige uma interpretação, uma leitura, já vi muitas apresentações com músicas de Oum Kalthoum usando o véu, mais malabarismo com véu do que expressar a música, véus de borboletas, arco íris etc, e isso é um erro sim, NÃO se usa este tipo de véus neste estilo musical.

Nem tudo que achamos bonito tem nexo, e nada é bonito quando retira o verdadeiro sentido, eu já vi interpretações em músicas do Oum Kalthoum usando o Punhal, da aqui pouco vamos ver alguns usando o bastel no tarab e vamos tem que achar bonito? Direito de expressar a arte? Não...

Então conhecem estas diferenças, mantenham o valor da música, do poema, Se Suheir Zaki foi observada pela Oum Kaltoum em seus ensaios antes de interpretar uma canção do dela, imagina quem não é Suheir Zaki.

- Escolha o véu, monte a sua coreografia, mas não esquece de escolher a música certa para isso.

Até mais.

Khaled Emam

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Continuamos com a Melaya Laf:

No post antigo eu levantei apenas os erros que ocorram quando interpretar a melaya, creio muitas entenderam onde quis chegar e objetivo do post.

Gostaria de mostrar numa frase a razão de continuidade das falhas...

“Vocês interpretam a arte oriental pra vocês mesmo, enquanto nós interpretamos para o mundo inteiro”.

O que quer dizer isso?

Isso quer dizer que nós criamos, e vocês copiam o que nós criamos, e quando é cópia é normal copiar apenas o que estar sendo visto sem se preocupar de saber como ele foi feito.

E o que é que está sendo visto pra vocês? Vamos la...

A Melaya Laf:

Importante saber que o folclore antes de ser levado o palco, ele é uma tradição, e quando é tradição significa fazer parte da nossa história, nosso dia dia, hábitos e costumes.

E a melaya faz parte desta tradição, a melaya é usada pelas mulheres em seu dia dia, NÃO em todo Egito, mas em algumas cidades como, Cairo, Alexandria, Porto Said e Ismaaleya...e nisso temos as diferenças.

Mahmoud Reda:

Mahoud Reda é o pai do folclore, claro todos sabem disso, e como falamos que o folclore é tradição, o olhar de grande mestre é o que pode ser levado o palco e ou não pode, e claro o pensamento do grande mestre não ele interpretar, mas sim a sua troup, grupo, o que pode ser coreografado em forma de grupo, Não sei se vocês sabem, Mas mesmo que nome da Troup leva o nome do Mahmoud Reda, ele pertence o governo ou seja representa o Egito, e isso é um dos motivos que fez com que Reda Troup viaja o mundo representando o folclore egípcio.

E quando falamos em Melaya Laf, ele se inspirou do Iscandarani, e como é grande mestre, grande artista claro sabe o porque... Voces só conhecem a melaya iscandarani e isso como citei, vocês copiam o que chega até vocês, e por que ele se dedicou apenas a melaya iscandarani?

O Iscandarani possibilita montar coreografia em grupo e em dueto, montar uma cenário, fazer uma história, facilidades em música e temas pela histórias das pescadores e do mar e também pelas cidades.

O Baladi NÃO, o baladi se destaca em solo, porque exige Muito taksim, percussão, Mawal, por isso o baladi com melaya é mais usado em Show solado , em cinema como personagem e no palco também, O baladi com melaya é refere as mulheres do Cairo, e nisso você interpreta uma personagem junto com a musicalidade.

Mahmoud Reda e Farida Fahmy foram os criadores da Melaya iscandarani no palco...Mas quando olhamos a era durada, a cinema, época do Ghawazy podemos ver Taheya Carioca,Hend Rostom, Namat Mokhtar, foram estas que levaram a melaya baldi para o cinema, e Fifi Abdo levou pro o palco...Mas a cinema não chega até vocês, Mas Mahmoud Reda chegou até o mundo, por isso quando falamos em melaya vocês apenas conhecem o que ele apresentou.

O que é Melaya? Suas origem e localidades, as personagens que usam, as diferenças entre cada uma e outra...

Encontro vocês no próximo tópico.

Agora refletem estas questões e vão entender a nós quando apontamos em erros:

- Coreografar Iscandarani com música baladi e o vice verso

- Usar metade de assessórios iscandarani e outro metade baladi

- Coreografar iscandarai apenas, movimentos e assessórios sem se preocupar com a mensagem da musica

- Ver a história modificada, coisas que não existe estão sendo inventadas

Quando nós olhamos, enxergamos todas estas falhas.

Vocês estudam, investem, ensaiam tudo isso para ter alcance artístico, então buscam as informações, tentam entender o que será copiado, como falamos o folclore é uma tradição, então conhecem esta tradição pela mesma importância em conhecer o folclore, assim você será entendida e seu trabalho não será perda de tempo.

A arte também é uma profissão e qualquer profissão precisa de conhecimento.

Muitas publicações erradas publicadas em meio de comunicação, revistas, vídeos de aulas etc, e chega até tudo mundo, Não apontamos nestes erros de informação, mas espero que estes artigos possa chegar a tudo mundo.

Até mais!!!

Khaled Emam
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O clássico entre o oriente e o ocidente 
Quando ministrei minha aulas da musicalidade no sindicato do Rio eu cheguei a falar sobre a música clássica numa aula, e hoje recebi uma música do um amigo meu está com dúvida sobre e isso me fez escrever este matéria.

Realmente eu acho é mais uma confusão e talvez mais ainda quando olhamos o valor da música clássica, até isso foi inventado e distorcido a graças a um título se chama “Bellydance”.

A música clássica no oriente, o que é pra nós:Primeiro a música sempre foi feita para ser ouvida, sentida depois ser dançada, então a bailarina interpreta uma música que foi feita para ser ouvida em primeiro lugar e isso faz uma grande diferença.
Quando falamos em música clássica no oriente, temos duas pontos fundamentais.


- Orquestra
- Poema 

A maior parte da música clássica é orquestrada, imaginam uma orquestra de 30 a 50 músicos cada um com seu instrumento, acompanham notas musicais, e cantor ou cantora que além de voz mas representa uma poema que foi escrita por uma poeta, então tudo isso acontece primeiro e a gente ouça ou ver ao vivo depois este música pode ser dançada, por isso quando a bailarina interpreta uma música clássica mesmo que seja versão instrumental agente canta a música, e nisso trabalho da bailarina não é dançar mas sim interpretar, a cada instrumento, cada nota e o sentido da poema, e por isso a dança do ventre “Raks Sharki” é rica em sua arte.


A música clássica no ocidente, o que é pra nós:Primeiro é longe de ser clássico, algo mecânico sem sentido, um assassinato de vários artistas músicos, imaginam um artista que toca violino, outro que toca Qanun, outro que toca Nay praticamente desaparecem.

Até regras e definições foram colocadas em cima de algo rico em seu sentido, aqui a música clássica árabe não é para ser ouvida mais ainda ser sentida, a música clássica é apenas para ser dançada e somente para Bellydance.

Dizer clássico aqui tudo mundo ensinam as palavras chaves...

- Introdução
- Entrada
- Baladi
- Taksim
- Folclore
- fechamento com ritmo de 2 tempos
Isso é o grande clássico, o que tem a ver folclore com clássico eu não sei, mas isso acaba destorcendo o significado da música clássica árabe, e acaba ser visto que o clássico é pra ser dançado e não ouvido e sentido, mas ainda colocar na cabeça de todos que dançam, quando ouçam qualquer música clássica árabe pensam que é Tarab, porque aprenderam que o clássico são estes etapas a serem executadas.

De onde isso vem? É o “mercado” de bellydance.
E a gente so resta em dizer, Mohamed Abdel Wahab e sua orquestra, Baligh Hamdy e sua orquestra, Oum Kalthoum e sua orquestra, foi bom conhecer vocês mas hoje a vida é outra e o clássico árabe tem outro olhar no ocidente.


Desde foi criada a música é foi feita para ser ouvida por isso quando comparamos uma bailarina, dizemos...

A bailarina é mais um instrumento da orquestra, a última que toca e a última que para” 
Eu acho mais justo é chamar o clássico ocidental mixado por fusão a final tudo é inventado.

Este artigo é apenas para mostrar o significado da musicalidade para nós, o certo é que o ocidente se adapta o oriente quando interpreta algo que pertence seja música ou dança, e não o oriente que tem que se adaptar o ocidente, assim estamos deixando a nossa riqueza cultura ser apagada no tempo.

Abraços!!
Khaled Emam
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Os Pilares na dança oriental:


Desde os antigos egípcios quando falamos em estudos seja qual é o assunto, aprendemos sempre a usar a filosofia das Pirâmides, assim construímos a base primeira e sabemos quais pontos para construir as pilares.

Na maioria das vezes a gente enxergamos a penas a imagem da Pirâmide pronta, com 3 pontos e realmente isso o que deve ser visto, Mas quando a base estar feita, lembrando que a base são de 4 pontos.
O que tem a ver este matemática em relação a dança?
Digamos que tudo, quando olhamos a dança em algo a ser construído, estudado e planejado e comparamos uma bailarina(o) como um pirâmide pronto, quais pontos a serão vistos e qual é a base.

A Base:
A cultura, a partir do momento em que decidi fazer parte do mundo oriental, ou representar algo que pertence uma cultura, é dever construir a sua base com seu conhecimento dessa cultura, Quando mais é uma cultura ampla, com histórias tradições e sabendo que tudo isso faz parte na construção das suas pilares ou da sua carreira.
As Pilares:
Voltamos para a imagem do um pirâmide, pode olhar em qualquer ângulo, direita, esquerda e superior, podemos enxergar os 3 pontos, que precisam ser conectados com mesma metragem para alcançamos o ponto superior e ter a imagem finalizada.

Os 3 Pontos :
1- Ritmos:
É muito importante o conhecimento dos ritmos árabes, as origens, a contagem e o tempo.
2- Musicalidade:
É importante estudar e conhecer os estilos musicais, os estilos da dança, suas origem, e o que pertence a cada modalidade e cada estilo musical.

3- Leitura e Interpretação:
Podemos dizer que este é o ponto superior num pirâmide, conheceu os ritmos, a leitura rítmica, a contagem, o acerto do tempo e as variações...conheceu as origem na musicalidade, o estilo musical e suas pertenças entre hábitos e costumes, figurinos, acessórios etc, ok, já esta com os 2 pontos prontos e na mesma metragem.

O terceiro ponto que é a leitura e interpretação musical, é digamos sim que é o ponto superior por sua importância, é fundamental saber expressar o que vem aprendendo com os outros 2 pontos, saber que tipo do ritmo que você interpreta e como deve ser interpretado, saber quais instrumentos musicais e como deve ser lidas e expressadas e o acerto das NOTAS com movimento é defini a sua qualidade profissional.

Sabendo expressar uma musica é fundamental, mostra que esta entendendo a canção que esta sendo interpretada com sua musicalidade, melodia, poema e gingado.

Tudo faz parte de uma obra, a base e as pilares a falta de um ponto, faça com que a imagem seja curvada, e nuca chegará ao ponto superior.
E vale lembrar que a quem olha este imagem são os públicos, e neles existe a quem entenda.

O bonito é, quando olhamos por baixo a partir da base, existe uma grande distancia entre cada ponto e outro, e isso significa que existe muitos estudos entre elas, E quando olhamos no topo enxergamos apenas um ponto central que significa “estar pronto”, o saber é chegar a este ponto.

O bonito também é, quando olhamos para uma pirâmide em qualquer ângulo enxergamos a mesma imagem, e isso serve para todas as categorias.

Começa com sua base e entenda os 3 pontos principais para suas pilares e sua obra.
Muitas filosofias, mensagens de incentivos e quando olhamos mesmo observamos que a realidade é outra,
Então importante saber o que quer e o que realmente precisa fazer.

Abraços!!
Khaled Emam

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Melaya Laf
Vou interpretar melaya, e a partir da ai começa o erro.
Simplesmente NÃO existe uma dança se chama melaya laf e vamos saber porque.
Este artigo é dedicado a todos, professores(as), coreógrafos, bailarinas, estudantes e a quem será convidado a ser banca de júri em qualquer evento.
Espero que alcance a todos e seja lido por todos também. Vamos La ..

- O erro começa desde inicio, Quando dizer vou interpretar melaya, o foco concentra na melaya, enquanto não existe a dança de melaya.

- O erro começa nos works também quando falar sobre a origem da melaya, sem informação, ou informações baseadas em cima de (ouvi dizer ou pesquisei no Google), informações em base de incerteza, não existe afirmação porque simplesmente não existe verdadeiro estudo.
Presenciei isso sim, um musico brasileiro ministrou seus works normalmente e um deles é work sobre a melaya laf, e quando falar da origem, simplesmente diga que é um tecido usado pelas “Prostitutas” do Egito.. Mas que maravilha.
Agora de onde ele a firmou isso se nunca pisou no Egito? Imagina se um dia eu postar foto da minha mãe ou minhas irmãs com melaya como vocês vão olhar a elas?

- Na Dança, porque a dança da melaya não existe?
Quando a gente fala uma dança, ela leva varias coisas (estilo, ritmos, musicas, tradição, costumes), como o baladi, saidi, ghawazee, núbia etc..
Na melaya laf, importante saber que existe DOIS ESTILOS de interpretar a melaya, totalmente diferente em suas trajes, musicalidade, estilo de vida e de dança que são..

- Baladi com Melaya
- Iscandarani com Melaya


São dois estilos totalmente diferente um ao outro, distantes um o outro, O baladi com melaya pertence o Cairo, você precisa saber o estilo baladi, tipo da melaya que esta sendo usada porque é diferente, as musicas, os assessórios tudo oque é ligado o baladi.. e o Iscandarani da mesma forma.
“ Quando o foco é na melaya, o que a gente mais ver em apresentações é uma mistura que não existe”
Tipo, a melaya é iscandarani, a musica é baladi, assessórios é baladi e o jeito de dançar é iscandarani e as vezes o verso também.. Agora se existe uma base de estudos certas, vocês economizam muito, em gasto em figurino, tempo de ensaio e outras gastos claro.

- a quem ministra suas works sobre a tema, lembram que existe estudantes querem saber, pagaram e depositaram confiança então buscam informações certas antes de afirmar em suas aulas.
- Jurados, entendam a cada estilo, o que exige, suas musicalidades, assessórios, estilo de dança e assim será capaz de estar na banca avaliando uma apresentação, evitando a cumular erros, e colocar na conta que existe um investimentos nisso.
- Professores(as), se informa primeiro a pós ensina, Não deixa que a sua base seja pesquisas e coreografias prontas do youtube.

Desmentindo:
- A melaya não é usada pelas prostitutas, é faz parte de costumes e tradições.
- A melaya laf colorida, isso não se usa, a melaya não é um traje, um figurino ou roupa de destaque, a Melaya é preta seja no Baladi ou no Iscandarani porque objetivo dela é NÃO DESTACAR A QUEM USA” não mostrar oque esta por baixo dela, é tradição desde que foi inventada a ser preta.

Conselho:
Quer interpretar Melaya, escolha primeiro qual “ESTILO”, se é baladi ou iscandarani, assim vai colocar o foco nele, a escolha da melaya certa, musica certa, assessórios certos e monte a sua coreografia acima disso.

DANÇAR COM ALMA É LINDO E DEVE, MAS NO PALCO EXISTE UMA PERSONAGEM.

Abraços !!
Khaled Emam
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O Khaligee e suas polemicas

É comum ter polemica e discordância quando o assunto no fundo é desconhecido ou pouco explorado.

O que é Khaligee (Khalijee – Khaliji)?

Primeiro vamos na palavra, na escrita, é normal encontrar ela escrita as vezes com (G) e também com (J), termina com (E) e também com (I), o sentido é o mesmo, mas apenas é diferença na pronuncia nos países árabes.

- O Khaligee no significado, (khaligee é quem faz parte da região Khalig), a quem pertence este região, é como Latino, faz parte da America Latina.

- O Khalig na Geografia, são países que fazem parte do golfo pérsico como Arabia Saudita, Kwaite, Emarades Árabes. Dubai, Bahreen e outras, toda este região é região do Khalig.

São países 100% islâmicos, tem sim seus hábitos e costumes diferentes, e quando falamos em festejos e musicalidades também tem suas musicas, cantos e danças, Na verdade são países muito fechados em si, não explora a arte, a mídia é mais política e religião, mas tem seus festejos entre eles.

O Khaligee em musicalidades:

Neste parte que venha a toda confusão quando falamos em RITMOS , musicas e danças, Alguns músicos citam o ritmo Khaligee como ritmo próprio que tem suas contagem, se é certo ou errado ai cada um tem justificativa.

Mas, eu prefiro dizer que o Khaligee é um “ESTILO”, quando falamos em musicalidade e dança, é um estilo de musica e dança, Na dança dentro do Khaligee existe vários RITMOS como ( Adani- Ayoub- Soudi -Nawari) todas fazem parte da musicalidade khaligee.

Características da região:

Como são países fechados, não tem muita dança, tem festejos entre famílias e normalmente os homens que se juntavam, cantavam e dançavam, NÂO existe uma bailarina profissional deste região, apenas a pouco tempo que alguns países do golfo que estão importando bailarinas estrangeiras e isso por conta do turismo.

O Khaligee na dança:

Uma das características dele é mexida do cabelo isso para mulheres, e tem seu porque, deixando os hábitos e costumes e olhando o estilo dança, a mulher deve mostrar a sua sensualidade na dança, sua feminidade, e como estes países não pode exibir seu corpo como no oriental, não pode mostrar quadril, pernas etc, então usam o cabelo como forma de mostrar a sua sensualidade , quando mais cabelo longo bonito tratado mais feminina e sensual é.

Faz parte de dançar khaligee é usar o cabelo, ombros, braços, Os ritmo Ayoub e Adani é o mais usados porque são usados em musicas religiosas, se olhamos os movimentos da bailarina ela tem a ver com o ritual Zekr.

Claro que existe musicas que fala do amor e sentimentos e cantores muito conhecidos como ( Mohamed Abdo , Jasse Al Houseini e outros)

O Uso da Tunica,( Abaya Khaligee), faz parte dos costumes e características deste estilo, Mas em muitas apresentações quando a bailarina é profissional e estrangeira que faz varias apresentações ao mesmo tempo e o oriental faz parte das apresentações elas se interpreta o khaligee com traje oriental..Mas falando em preferência com certeza a Tunica é o mais indicada.

O mais importante para quem estuda este estilo é conhecer os ritmos, as marcações e a musicalidade, as musicas do países do golfo tem em destaque alguns instrumentos musicais como ( Gaita Árabe – Rababa – Mejuiz –Daff ).

Vale a pena lembrar que a onde da dança khaligee na mídia é recente até em suas próprias países, não passava de festejos entre famílias, Dubai por exemplo a 20 anos atrás era apenas deserto, sem nada, hoje é o país mais visitado pelas turistas e faz parte principal quando falamos em turismo é curtição, por isso quase não existe ainda uma bailarina profissional nativa destes regiões.



O Khaligee Iraquiano - O Kawaly

Neste tema é existe muita confusão começando pelo titulo (Khaligee Iraquiano), O Iraque geograficamente não faz parte do países do golfo (Khalig), Existe suas costumes, musica e dança, a dança iraquiana é chamada “KAWALA”, e na verdade Nem isso existia, isso foi explorado profissionalmente ou na mídia a pouco tempo, depois da queda do Sadam Houssein, Iraque sempre foi uma ditadura, um pais que toda sua historia resume em guerras, não tem oque festejar e comemorar, um país sofrido não existe uma casa que alguns homens seja marido, irmão, filho foram mortos na guerra, As crianças a partir 10 anos é obrigados ir cambo de batalha porque não existe mais homens.

A Dança começou aparecer após a queda do Sadam Houssein através da mídia e comemorações.

As musicas são diferentes da tonalidade do Khaligee, As trajes são diferentes, a dança é diferente, mas usam também a mexida do cabelo com mais intensidade e mais giros.

A confusão venha é por conta do uso do cabelo que o sentido é mesmo quando falamos em sensualidade, também existem certas musicas que levam os ritmos que fazem parte do Khaligee como Adani e Ayoub, Mas não por isso que devemos especificar como Khaligee, Mas sim como KAWALA ou BAZEKH como chamados La.

Isso é apenas uma orientação entre as diferenças, Mas com certeza existe muito para ser estudado sobre cada tema,

O importante é saber diferenciar na musicalidade, a leitura dos ritmos e suas movimentos que são características de cada região, volto a dizer o Khalige é uma região e um estilo, o que define ele é sua musicalidade e ritmos.

O importante saber, que a criatividade depende de cada uma, existe as regras que deve ser aplicada como ritmos, musicalidade, trajes, movimentos , e existe a sua própria criatividade dentro deste contexto.

A arte é uma manifestação de sentimentos, Mas dentro de um contexto.
Abraços!!
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E fica pergunta.

Interpretar Oum Kalthoum, Ou Interpretar uma musica do Oum Kalthoum?

A gente ver muito isso mais ainda quando falamos em concursos, Então esclarecer um ponto importante sobre isso.

Não existe uma dança se chama Oum Kalthoum, não existe este titulo este categoria e este estilo.

Oum Kalthoum é uma cantora, a imagem que fixa na mente da maioria quando falamos do Oum Kalthoum é o Tarab, e imagem que tem na mente da maioria sobre o Tarab é feridas, dores do amor, emoção forte, sentimentos de quem perdeu seu grande amor em etc, e nisso vem o erro.

A bailarina fixa uma imagem e entra interpretando este imagem, sem saber se é tarab ou não, sem saber do que a musica fala, Mas a formação sobre Oum Kalthoum é isso.

É muito importante saber que cada musica tem sua letra, sua musicalidade, sua história e sua mensagem.

É importante saber que você não esta interpretando Oum Kalthoum, Mas sim uma “musica” do Oum Kalthoum.

Vamos dar exemplo, Tem musica “ Alf Leila Wa Leila” ou mil e uma noite, É um dos grandes clássicos do Oum Kalthoum, fala sobre uma noite do amor que valeu por mil noite, Uma expressão de alegria, satisfação do momento, a musica tem leitura instrumental impacta, forte que refere o pensamento e imaginação entre um capitulo e outro, exige marcação forte, personalidades.

Agora vamos olhar uma musica como “Lessa Faker” que é um Tarab, tem uma pergunta, um lamento, uma decepção por uma história e tempo que já passou, é interpretação totalmente é outra.

Muitas se perdem, por conta de ensinamento errado, As vezes também por conta da musica instrumental que esta sendo usada mais ainda quando falamos em restaurantes e festinhas.

Interpretar uma “musica” do Oum Kaltoum é interpretar, O estilo musical, a letra, a mensagem.

- Importante saber que até musicas religiosas Oum Kaltoum tem, Musicas de festejos oum kalthoum tem, musicas patriotas oum kalthoum tem.


- Importante saber que mesmo você escolheu uma musica instrumental, Ela tem letra.

É tão bonito quando a gente ver que a bailarina entende do que ela representa.

É gratificante quando seu esforço, investimento seja construído em base do saber.

Lembram que nem todos que existem são brasileiros que não conhecem a idioma e as vezes nem sabem quem é Oum Kaltoum, Mas existe sim que entende e canta a musica mesmo que seja instrumental.

É conselho é estudar o que vai interpretar, não apenas coreografar.

Não apenas as detalhes que fazem um trabalho seja bonito, Mas sim toda a construção.

Espero que este observação alcança a maior parte, para que todos ter este consciência e conhecer as diferenças.


Obrigado.
Khaled Emam


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E a cultura árabe onde fica?
Onde fica as tradições de uma nação inteira?
Onde fica a história, a razão, os costumes não apenas de um povo, mas de uma cidade pro outra?

Se é arte ligado a cultura, Se é de dentro das casas chegou ao palco, então devemos conhecer a casa para entender o palco, não é?
- O folclore árabe, folclore é o povo, para a gente conhecer e entender o folclore, devemos conhecer o povo que representa certo estilo, depois conhece o lado artístico (ritmos, musicas, palco etc).
- O oriental, o oriental tem história, épocas, modificações, acrescimentos, estilos musicais, Para interpretar o oriental, precisa conhecer o oriente, estudar as épocas, os estilos, as diferenças.


Existe uma grande diferença, ser artista do palco ou integrante do baile, entre interpretação de um estilo que representa POVO com suas tradições, musicalidade ou dizer que esta, e só você que pensa que esta sendo.

A cultura árabe com sua arte e sua história, ela deve e merece ser vista longe dos interesses pessoais, comércio ( Preparar você para servi na minha casa e assim que quero te ver e dever ser ), quem paga por isso a nossa história.

A certeza é que raros que levam isso a sério, ninguém busca o conhecimento, mas todos querem estar no palco, felizes pelos passos, figurinos e tudo é uma festa.

Vamos calcular a perda, o prejuízo de tempo e custo, e com certeza é grande quando alguém que entenda olha pelo que esta sendo apresentado.

Festivais, competições, apresentações, jurados e la vamos olhando, primeiras colocações digamos no tarab sem neuma expressão no rosto, pq? é simples.. porque este rica poema não chegou a ser conhecida e estudada..O folclore então nem se fala primeiros colocações com enormes erros.
O tamanho de ignorância as vezes tão grande, que quando a gente orienta numa banca de juri, a gente fica criticados, no momento que a gente fica no telefone de papo com os grandes mestres e fundadores de folclore batendo papo, as vezes a gente fica criticado com pessoas que nasceram ontem simplesmente porque orientamos.

Tudo que é construído em base da incerteza.. Não acrescenta.
O pior erro não é errar, Mas é saber que esta errado e continua errando.

Se decidiu ser profissional então honra o seu titulo e seja profissional com sua sabedoria e experiencia.
Se é integrante do baile, então não diz que é profissional porque existe uma grande diferença.

Espero que um dia voces possam conhecer de verdade quem é oum kalthoum o que ela representa, quem é Abdel Wahab, como é saidi, nubia, fallahe onde fica e como é, espero que um dia voces possam conhecer o Cairo, Alexandria e as outras cidades e saber as diferenças, espero que um dia voces possam entender o significado da palco se pretende estar nele, e espero um dia voces possam conhecer de verdade a cultura árabe.
Khaled Emam
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Os Ritmos.. A percussionista e a quem interpreta
a percussão como exemplo, o musico nasce com o dom, mas isso não basta, ele estuda os ritmos, a contagem as variações, as notas e com seu dom e seu talento ele coloca ser tempero, Mas estuda.
Quando perguntamos um musico, um percussionista da momento da alegria dele, com certeza a sua resposta será ver trabalho dele sendo interpretado de maneira correta, ver trabalho dele e dedicação dele esta sendo entendida, não é a toa ele tocar DUM e tocar Taka, se existe diferença nos nomes e no som isso significa que existe diferença na leitura, se ele usou a sua ginga e seu talento nas variações, ele espera alguém mostrar isso junto a ele na leitura.
É muito ruim para qualquer profissional ver seu trabalho esta sendo desvalorizado e má entendido.


A Tabla (o derbake) é um instrumento musical sim, não foi feito apenas para acompanhar bailarina, mas também acompanhar orquestra e notas musicais, Mas quando é casamento entre percussionista e bailarina num solo, a certeza é uma coisa se a bailarina não é capaz e não entender-lo, capaz de desvalorizar o trabalho da musico, apagar-lo

Por isso importante, conhecer os ritmos, a contagem, a leitura e mais ainda colocar seu talento, seu tempero assim será um casamento perfeito.

Khaled Emam

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Interpretar Oum Kahlthoum:
A riqueza na poema, a sintonia de orquestra, a divindade na voz , (Uma viagem ) .
É uma grande responsabilidade para qualquer um que seja, musico ou bailarina, seja árabe ou seja estrangeiro, Interpretar uma canção de Oum Kalthoum exige a perfeição, Mais ainda quando falamos em oriental dance.
Quem é Oum Kalthoum?
Que mensagem e história da canção?
Quais são as notas musicais quando existe uma orquestra?
Qual é o seu papel e o que o publico espera de você expressando a musica?



Tudo tem significado, a palavra, a orquestra, os instrumentos e a voz.
Qual a diferença entre Ansak ya Salam e Inta Omri Por exemplo? a cada canção é uma história, uma mensagem e uma interpretação.
Muitas versões das musicas do Oum Kalthoum especialmente para oriental estar em versão instrumental, e aí vem o grande erro, esquecer que mesmo instrumental, Mas tem letra e cada parte tem uma mensagem, tudo isso cai no esquecimento e a leitura torna algo mecânico, entre arabesco, giros e ritmo, Mas o sentindo? A expressão e sentimento? A mensagem da musica fica somente Para quem realmente conhece a música.

As vezes certas exigências, fantasias e opiniões pessoais acabam assassinando um verdadeiro talento.
Existe um ditado egípcio que diz ( Se você não tem aquilo, você não tem como oferecer-lo ).
Khaled Emam

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O BALADI, Alguns pontos pros estudos.

Respondendo as perguntas do blog, do e-mail sobre o que é exatamente o Baladi, o que exatamente precisa ser estudado para conhecer a tema.

Bom, Para muitos que atuam neste universo de Oriental dance é muitas duvidas, independente do estilo, Mais quando mais aproximamos pro folclore surgem mais e mais duvidas mesmo que seja de longa estrada no oriental dance, Mas claro isso tem seu motivo, que raramente foi pesquisado com base certa, a carência em informações e também de muitas invenções sem base correto, o resultado com certeza é isso, muitas ficam confundidos sem saber oque é oque é.

A cultura árabe e sua arte, são ricas em tradições, musicas, ritmos, hábitos, modo de vida, para quem não é deste raça, é muito importante aprofundar nos estudos, conhecer a cultura antes de conhecer a musica ou o ritmo.

Respondendo as perguntas:

- É uma dança? É um estilo? É um ritmo? A final a o que você precisa saber para interpretar O Baladi?

Bom, digamos que o Baladi é isso tudo junto, é um universo em si, O Baladi é um estilo, não apenas um estilo de dança, Mas um estilo de vida, Para poder conhecer isso tem que mergulhar na origem, tem que conhecer o que significa o Cairo, seus bairros e povos, características deste povo que chamamos Homens Baladi, Mulheres Baladi,

Conhecendo isso, vai facilitar e muito quando interpretar uma musica, um taksim ou um solo de tabla.

- O Baladi um dos estilos que leva vários ritmos, você encontra o maksoum, o masmoud, wahda wa nos, takism tabla todos dentro de um apenas estilo, Mas isso não basta.

- O Baladi também é um estilo dentro de outros estilo como o shaabi por exemplo.

- O Baladi um das características dele é o Taksim, alguns instrumentos até usados em musicas clássicas como Teclado, Sax, Nay, Acordeom, Mas com certeza o Taksim do Baladi é totalmente diferente.

- O Baladi ? Ginga, olhar, puxada de galabeya, pegada da bengala, Mas como e porque?

- O Baladi? É Meallem e Meallemah.

- O Baladi? Tem a sua Melaya, sandália, brincos, Kohel, e também seu traje clássico não apenas a galabeya, Mas também tem a “TUINCA”

Alguém sabe oque isso a Tuinca?

- O que você precisa conhecer para interpretar o Baladi?

É este tudo, além disso importante escolher a musica certa, conhecer a musica sua mensagem , o que ela traz para poder saber oque você tem para oferecer e como incorporar a personagem.

Lembre-se que não é o DUM, Não é o TAKA e nem o SAX que te transforme em uma personagem baladi, e também a última coisa que você deve preocupar com ela é acertar o ritmo.

Obs.:

Não faça com que seus fontes de estudos seja baseados apenas através da internet seja em escritas ou apresentações.

Analise a qualidade de quem ministra seus works sobre a tema e de onde vem as informações.

Não interpreta algo que você não tem certeza se é certo, preserve a sua imagem como artista.

E o mais importante acreditam ou não, Mas tudo que pertence o mundo árabe é uma cultura.

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O Saidi:

Mas antes deixo confirmado algo importante.

- Saidi Libanês – Não existe

- Saidi Beduíno – Não existe

- Saidi Siwa – Não existe


Agora vamos La, O Saidi longe de folclore o que é? Vamos conhecer a palavra e pra conhecer-la precisamos saber de onde vem.

Al Said, é uma região do alto Egito ( Sul ) que começa da cidade Giza até Aswan, O Saidi é de quem é deste região ( isso significa que só existe um tipo de saidi e faz parte do Egito )

- Os Saaida ( plural do saidi ), Na vida tem suas características, estilo de vida, hábitos, tradições, modo de comemorar, cantar e dançar ( Uma cultura precisa ser estudada ).

- Saidi na música, tem suas tradições, referências, linguagem, instrumentos específicos, roupas, assessórios ( Cultura precisa ser estudada )

- Saidi em percussão, tem seu ritmo especifico de 4 tempos, se deferência do Baladi que é de 4 tempos também pelas 2 Duns no meio do ritmo.

- Homem no Saidi é habilidade com Bastão e isso vem do Tahtib

- Mulher no Saidi, se espelha com Banat Mazin, então mulher não dança com Bastão menos ainda com dois, pode ser utilizado Bengala e isso vem do Baladi, pode utilizar Kharazana ( bengala sem alça.

Criar coreografia utilizando bastão até pode mas é diferenciado do homem e deve esta conjunto o homem na coreografia.

Claro isso apenas dicas, Mas é muito que estudar especialmente quando falamos em folclore, em tradições, e tudo que é tradição deve ser mantido, Criar não significa modificar.

Conhecer os movimentos e marcações é importante, Mas, mais importante ainda conhecer suas origem.

Fiz questão em colocar este pôster, porque é de ministério da cultura do Egito, o mestre e diretor deste trupe também é grande amigo que formou muitos profissionais, fazem tornes pelo mundo representando o pais e sua arte e sempre mantendo as tradições Liderados pelo mestre Ibraheem Abdel Maksoud.


Até mais.
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O Folclore:

O folclore é uma tradição usada pelo o povo antes de ser levada ao palco.

Para simplificar um pouco pra todos que tem suas duvidas em relação do folclore, vou deixar aqui 3 pontos fundamental para identificar o folclore.

1- Ritmo: Vamos dar o Saidi como exemplo tem ritmo de 4 tempos.

2- Musicalidade: Instrumentos que refere a cada região, letras que levam a linguagem de cada região.

3- Tradição: São hábitos, maneira de vestir, falar e expressar ( Para interpretar o saidi, deve conhecer o povo da região).

É três pontos fundamentais para referimos o folclore, Por exemplo, a Melaya Laf não é folclore por que não tem seu ritmo especifico apenas um traje, Mas o Baladi é. E assim que vai.

Importante quando interpretar o folclore souber que existe diferença em certos estilos na interpretação entre Masculino e Feminino especialmente no “SAIDI”.

Tipo dançar com Bastão isso é masculino vem do “Tahtib” e tem sua história e quando mais habilidade mais bonita é.. a mulher não dança com Bastão a integração da mulher no Saidi vem desde “Banat Mazin” vale a pena conhecer a verdadeira história.. o que pode ser usado na interpretação feminina é Bengala e isso vem do Baladi e também tem a sua história.

O bonito no folclore é sua originalidade, ou seja, Bonito ver homem dançar saidi com bastão, mostrar a sua habilidade a final ele não interpreta ritmo.. Enquanto a mulher inventa habilidade com bastão ou dois ela acaba utilizando seu tempo da coreografia sem mostrar a dança feminina do Saidi.

É mais uma invenção que quem não entenda acha bacana e aplaude e quem entenda diz, mas o que é isso? Então seguem a origem acrescentam em criatividade, mas não modificam lembram-se que o folclore é uma tradição.

Estilos de Folclore Egípcio:

Saidi – Baladi – Fallahi – Hagalla – Mambouty – Iscandarani

Ghawazze – Nubia.

Tradições Religiosa que não é folclore:

Zar – Zekr – Molid – Madh

Observação:

No Saidi em coreografias de grupo a bailarina pode utilizar bastão, Mas sempre é mais fino do que do Homem, vem de bengala sem a alça.

Khaled Emam



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O Dabake:
Dabake e Masbaha que relação tem um com outro?
A resposta é desrespeito..
O verdadeiro bailarino ou bailarina do dabake nunca dançam com Masbaha na mão.
     
       O que é Masbaha? Também se chama em egípcio “Sebha”,


 ela não é um acessório de dança, não é uma peça de decoração, O Sebha é um terço Islâmico, os muçulmanos usam para louvar o nome de Deus, Allah, existe dois medidas uma de 33 peça e uma de 99 peça, 99 por que são os 99 nomes que citado a Deus, a gente repete isso em cada peça, citar os nomes sagrados de Deus, Quando é de 33 peça a gente repete 3 vezes a cada nome de Deus, o que é citado é ( Allahu Akbar 33 vezes.. Alhamdulelah 33 vezes.. Subhan Allah 33 vezes ), isso é se chama “Tasbih”
Deve ser feito após a cada oração.
O terço é algo religioso pra nós, igual qualquer outro terço seja católico ou outro, esta em sua mão é sinal da sua fé.



O Uso do terço na dança dabake é uma invenção ocidental e com certeza a quem usa não é muçulmano se não tinha respeitado, Se pesquisamos a Raiz do dabake seja Libanês, Sírio, Palestino ou qualquer outro pais árabe, Você observa que eles usam uma corda (Barbante) isso que faz parte de assessório do dabake e não o terço.
Eu escrevi este artigo especialmente a, pois de fato aconteceu, com uma certa imagem, mas conversei 

com o responsável e imediatamente retirou e se desculpou, e eu agradeço pelo fato que entendeu e aceitou e respeitou a nossa crença.

A dança é uma arte, tem seus momentos, festejos, trajes e assessórios, pertence tudo mundo,
A religião é pertence a Deus, e tudo que pertence a Deus é sagrado seja os livros sagrados ou o terço da fé.
As imagens a baixo mostram desde a antiguidade o que realmente se usa no dabak.





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O Tarab

O TARAB

Vejo muitos workshops, aulas ensinando dançar Tarab.

E na verdade não existe uma dança se chama Tarab, O “Tarab é sentimento”, Alma, é momento de interpretar o que a musica transmite pra você, a poema, significado o impacto da música.. você interpreta a pergunta e a resposta, você interpreta a história da canção.

O que precisa saber é.. Que pergunta.. Que resposta e que história, transformando isso em sentimento.
" Dançar muitos dançam, interpretar eh outra história"


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O RADAH - Dança Iraquiana


Radah Iraquiano
O Radah, dança iraquiana conhecida no Brasil com nome Khaligee Iraquiano.
O nome correto da dança é “Radah”, radah é uma palavra árabe refere uma manifestação pessoal
também pode ser chamada como Kawale ou Kawalah

De onde vem?

Tradicional dança feminina no Iraque, usada em modo familiar e cerimônias familiares.

Iraque sempre foi uma ditadura, o povo não tinha direto de se manifestar seus diretos e vontades, um país vivia em guerras, muita dor, sofrimentos e perdas.

A dança em forma de manifestação:

Para expressar seus dores, tristezas e perdas e também sua alegria e desejos e ser visto e ouvido pelo mundo nada melhor que é a musica e a dança e isso que as mulheres iraquianas utilizaram com a dança Radah, como não era permitido nem na mídia a exibição da arte e a dança feminina no iraque, as mulheres usavam suas manifestações em comemorações, festas, o símbolo feminino é o cabelo, quando mais usa é mais voz alta você expressa com seus sentimentos.

No Radah existe também algo chamado “ Latm” o latm geralmente usado pelas mulheres em quase todas os países árabes, é bater com palmas da não em seu próprio rosto e isso é usado quando morre alguém muito próximo, é uma manifestação de dor, perda e sofrimento.

O Radah é uma dança que faz parte das celebrações entre as mulheres iraquianas quando é uma cerimônia familiar.

O uso de cabelo é fundamental na dança Radah, é expressão da mulher e seus manifestações, uma dança que não leva ritmos musicais, das suas características é bater com um pé no chão girando e deslocamentos laterais é a forma em exibir a sua arte.

O Radah foi explorado é pouco tempo, alguns países em busca de novidades descobriram o Radah, alguns ajustes, adaptação foram feitas, não é uma dança explorada nos países árabes,

Alguns se chama também pelo Kawala, As Kawliat são as bailarinas que utilizam a dança como algo profissional em casas do show ou na mídia.


A ligação do Radah com a prostituição:

Alguns relatos no Brasil dizem que a dança iraquiana é usada na prostituição e quando a mulher tem mais habilidade em movimentar seus cabelos mais dote ela tem, e isso nada comprova, mesmo que Iraque é um país sofrido foi governado por ditadura ao longo dos anos, Mas também é o pais árabes que tem mais prostituição, As mulheres não precisa dançar para se exibir na busca de ganhos sexuais.

Convivência:

Relatos de pessoas muito próximos a mim que viveram no Iraq por muitos anos a trabalho, tais como irmão e amigos pessoais meus.

É muito comum no Iraque você receber varias mulheres a cada dia batendo em seu trabalho se oferecendo por dinheiro, na maioria das lojas e fabricas existe um quarto separado especialmente para isso.

As guerras durante anos e anos no Iraque lógico a casou muita perda nos homens, falta de homens até para a própria guerra, teve época até as crianças foram obrigadas a servi no exercito, levar suas armas e ir campo de batalha, e lógico a mulher precisa sobreviver e também necessita de homem como mulher.

Se pode ser usada a dança em casas noturnas ou para prostituição isso pode existir com certeza como qualquer outras danças no mundo, Mas isso não justifica que o objetivo do Radah é prostituição.

Podemos colocar como exemplo uma expressão a comparando o Radah “ O pássaro sacrificado dança exibindo suas dores e sofrimentos até que morra”

Trajes:

O radah como citamos é pertence Iraque e não é países de Golf, então não se usa Abaya ou Galabeya Khaligee, se usa trajes iraquianas mais fechadas, também pode ser usado em apresentações com trajes de dança clássica (usado hoje em dia na Iraque).

Dança:

Interpretar o Radah, seu forte é o deslocamento aos lados em forma de ondas, o giro com batida de um pé no mesmo circulo até voltar a frente, agressividade no movimentação do cabelo com movimentos ao lados e em forma de giro do cabelo com mais velocidade.


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Os Beduínos - البادية
Beduínos:
Os beduínos representam cerca de 10% dos habitantes dos territórios desérticos do Norte de África e do Médio Oriente. São nomeadas e vivem do que a terra lhes oferece.
Palavra Beduíno:

A palavra beduíno deriva da palavra árabe "bedu", que quer dizer nómada. Os beduínos são pastores nómadas da região do Norte e Centro daArábia, bem como, do Deserto Arábico, no Egito, onde os seus descendentes ainda hoje habitam. 
Os beduínos mais antigos desta região sãoos responsáveis pela domesticação dos camelos e estão organizados em tribos. Vagueiam pelo deserto na companhia destes animais, aosquais estão simbioticamente associados. São denominados por "habitantes do deserto", pois contrariamente à restante população egípcia quevive nas margens do Rio Nilo, os beduínos vivem no deserto. 

Costumes e Características :
Quando chegam a um oásis esticam as suas tendas baixas sobre umas estacas de madeira, montando o seu acampamento de modo fácil erápido. São tendas retangulares feitas com tecido de pele de camelo ou de cabra. As partes laterais das tendas podem ser enroladas paradeixar entrar a brisa ou então fecham-se muito bem para evitar que a chuva ou as tempestades de areia passem. As tendas estão dividas emduas partes, um lado para os homens, onde se encontra o espaço para receber os convidados e onde se fazem as trocas comerciais, além delocal de convívio dos homens; a outra metade é a das mulheres e das crianças e pode, por vezes, servir de armazém, sendo  que seencontra a "cozinha". 
No interior destas tendas estendem um tapete no chão onde ficam as selas dos camelos e as cordas. Quando se recolhem nas tendas parapernoitar têm como iluminação uma lamparina, é nestas tendas que eles estabelecem as transações comerciais. Quando se apercebem que olugar onde se encontram nada mais tem para lhes oferecer, nem aos animais, desmontam o acampamento e procuram outro local. 
Os beduínos dividem-

se em duas classes sociais: os verdadeiros beduínos, que vivem como nómadas, e os beduínos que levam uma vida maisestável no deserto e vivem da agricultura nos oásis. O beduíno verdadeiro é conhecido pelas suas caravanas que percorrem o deserto,dedicando-se ao comércio.
Para aguentarem as temperaturas elevadas do deserto, os beduínos vestem-se com roupas ligeiras, túnicas frescas que permitem a circulaçãode ar e uma boa liberdade de movimentos. As túnicas proporcionam não  uma boa proteção contra o sol, mas também contra a areia e osinsetos. O vestido para os homens é o "thawb", em algodão branco ou cinzento. Por cima das túnicas os homens levam ainda uns casacostambém de algodão, os quais se denominam "kibrs". Estes casacos são abertos pela parte da frente e permitem ver os cintos de couro.
Os indícios mais antigos de beduínos no Egito datam do Império Antigo (c. 2670-c. 2195 a. C.).  algumas representações em que se podever o faraó a castigar os beduínos. Além disso,  imagens, como as do reinado de Pépi I (2332-

2283 a. C.), em que  existiam mesmoconfrontos guerreiros com os beduínos. Nos períodos de maior instabilidade política no Egito, nomeadamente nos Períodos Intermédios, estespovos estavam mais implementados e davam largas à sua apetência de desordem. De notar que a pintura egípcia é bastante rica no queconcerne à alusão aos beduínos. Desde sempre que este povo foi considerado diferente e "estrangeiro" pelos Antigos Egípcios e outros povosdo Crescente Fértil, não tendo sido, por isso, muito bem vistos
Os beduínos são povo hospitaleiros, e tem suas tradições quando receber alguma visita, a comida e o café são as primeiros que serão oferecidos independente da hora.
Um doa costumes dos beduínos quando visitam outro é não comer duas vezes a mesma refeição, se almoçar na tenda de uma família não pode almoçar novamente na tenda de outro beduíno.
Também dos costumes que os beduínos nunca se lamentam nem em uma situação financeira ou familiar.
Vivem até hoje no deserto do Egito e de oriente médio os beduínos.   

Uma das danças mais conhecida pelo os beduínos do Egito é o Hagalla, pertence os beduínos da cidade Marsa Matroh no Egito. 

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El Ghagar - الغجر


El Ghagar
Quem são? História do povo Ghagary, vem no século 9, quando emigraram da índia para Egito, era povo com revolta , todos eram em torno de 6 a 10 milhões de pessoas, desde a suas origem indiana eram conhecidos pelo orgulho, donos do si mesmo e donos do mundo, El Ghagar depois das guerras e divisão dos países eles emigraram entre 40 países, Mas grande parte deles foi ao Egito,
Viajantes com suas caravanas o fonte da renda era o comercio, a venda de Seda, Artesanato, ouro, prata , cavalos e também eram conhecidas com suas próprias musicas e danças e acabaram tronando isso em uma profissão.
El Ghagar tem suas tradições, o casamento tem que ser entre eles mesmos para manter a tradição e preservar a raiz, um das tradições no casamento por exemplo é os noivos cortar um pão e comer juntos, isso significa a quem dividir o mesmo pão com você que é seu alimento, você pode confiar para dividir a sua vida.
A Palavra Ghagar tem a sua origem índia, mas quando ela citada no Egito ela refere uma pessoa que não tem respeito por si mesmo.
El Ghagar costuma a se dividir em tribos, em mesma região, no Egito vive uma grande parte até hoje em dia em varais cidades como Cairo, Alexandria, Kafr El Sheikh, região sul. 


Dança Ghagareya



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Madh


MADH.
     Existe no Egito especialmente nas regiões Delta e Tibah ( alto Egito e baixo Egito ), um tipo de canto se chama Madh, um canto onde se junta pessoas de todo tipo, homens , mulheres e crianças também mas na maior parte é homens, se juntam com um interprete e isso é comum você ver entre as pessoas neste regiões até o próprio cantor não se considera artista mas apenas ele tem o dom de vantar.
No Madh  o canto é referido O Deus e nosso profeta Mohamed, onde as palavras relacionada a misericórdia de Deus, a Luz e o perdão, sempre louvando nome de Deus e nosso profeta.
E no Madh se usa também instrumentos musicais nativas, origem da região como a Tabla, Doff, Mizmar e Nay, até hoje existe estes encontros nestes regiões, Não são estilos dançantes e é um pecado dançar no Madh, O Madh é parecido com o Zekr que é um ritual religioso onde os homens também cantam e fazem seus movimentos para direta e para esquerda.
A importância do conhecimento da nossa cultura é fundamental sim, aqui no Brasil eu recebi algumas musicas de amigas, alunas para orientar-las sobre o ritmo, as musicas são vendidas em coletâneas conhecidas aqui no Brasil e vendida como Ghawazee, confesso que quando recebi e comecei a ouvi eu falei não acredito, como vender algo religioso que jamais para ser dançado como um estilo de dança.
A nossa cultura como sempre digo ela é rica em rituais, temos costumes, hábitos apenas quem vivi e viveu La conhece, Nem sempre quando ouvir um derbacke ou um mizmar significa que a musica é dançante, Então conselho antes  de interpretar uma canção tente conhecer-la da mesma forma antes de colocar-la para venda também tem que conhecer-la.

Abraços. 



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Awalem, عوالم
Palavra Awalem é plural da palavra Almah e quer dizer uma pessoa culta, sabia, mas a palvra ela vem referindo a dançarina e isso vem logo depois de Badia El Msabti levou a dança para as casas do shows no Egito.
Antigamente o Awalem era referencia quando falamos do Raks Sharki (dança do ventre) elas tinham um estilo próprio e isso foi usado especificamente na cidade do Cairo 1920 por ai, a dança era apresentada em casas particulares governadas por Mealemah (tipo empresaria ou chafe) ela mandava na casa, recebia os convidados todo dia e cada casa tinha em cerca de 20 ou mais de bailarinas e músicos que moravam na casa e fazem a festa pros convidados, não era nada de vulgar e nem prostituição apenas foi considerado uma casa onde você possa curtir a arte de dança do ventre.
Muita musica, canto, dança e nosso tradicional Ché com a Shisha (Narguilé).
No Cairo até hoje em dia existe uma avenida se chama Haret El Awalem (rua das dançarinas) neste avenida praticamente onde saiu a maior parte das bailarinas da era dourada, a cinema usou este avenida e estes casas para produzir centenas de filmes que retratam este época.
Muitas bailarinas conhecidas interpretamos o estilo Awalem na cinema como Taheya Carioca, Koka, Horeya Hassan, Nemat Mokhtar e Naima Akef.
Eu pessoalmente passei noites e noites neste avenida e até hoje em dia suas construções continuam do mesmo jeito que era nos anos 1800 e famosa pela Ahawy (casas de chá) onde tem sempre encontros de músicos, poetas, cantores e bailarinas.
Neste época era usado na moda (El Tarbush) isso pros homens é tipo um chapéu longo que fica na cabeça para identificar que estes homens são de classe culta que foram chamados como (Afandi) uma referencia do seu estilo culto.
E as mulheres especialmente El Awalem era mais de estilo Ghawazee, referencia o pouco tempo de entrada do Ghawazee pro Cairo.      





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Núbia / Egito
Região e Dança,
     A dança Núbia originou-se mais ao sul do Egito, entre o Egito e o Sudão um pais vizinho ao Egito.
Como a maioria da região Sul do Egito é muito conhecida pela alta temperatura durante o ano todo, é uma região muito visitada também pelos turistas por sua riqueza em monumentos e tradições.
São povos antigos que tem seus próprios costumes e seu próprio idioma que hoje em dia é um idioma praticamente morto e não falada, existe ainda sim a quem usa mas é entre eles, podemos encontrar na região sul do Egito algumas tribos que ainda preservam este cultura e usam suas melodias e suas folclore.

Normalmente a quem faz parte desta região eles tem um estilo próprio também em se vestir seja homens ou mulheres são figurinos diferentes do povo da região El Said , os homens costumava a usar Galabeya longa até baixo de joelho e uma calça com mesmo tom da galabeya normalmente com cores brancas e isso ajuda em refletir o sol e diminuir o calor, também usam uma Takeya na cabeça com mesmo cor da roupa e também para proteger da temperatura e sapatos para proteger do calor do chão, mas a alegria que este povo tem ela é tão presente em suas vidas como também em suas roupas eles fazem questão que algumas cores sempre acompanham suas Galabeyas e Torbete (takeya).

As mulheres como a maioria que vive nesta região elas usa roupas mais escuras por cima e baixo dela outras roupas claras e isso vem de uma maneira para elas não chamam atenção dos homens com suas roupas coloridas.

A Dança Núbia:
A dança nubeya (núbia) ele vem como um momento de festejo entre amigos e vizinhos conhecida pelas marcações leve e suave e alegre também, os instrumentos mais usados neste folclore é o Bandeiro (Doff) ela foi conhecida pelo mundo quando foi levada o palco pelos grupos folclóricos como Redá Trupe e isso foi nos anos 70, As mulheres também começaram a participar neste folclore com roupas mais coloridas e com outras variações rítmicas adaptadas ao lado feminino.

Encontramos varias musicas e vários cantores que cantam ritmos Nubi, o mais conhecido hoje em dia neste estilo é o cantor Mohamad Munir ele é de origem Núbia e existe varias canções dele com o idioma Núbia como Kaduda (nome de uma musica cantado em Núbia). 

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Bambuteya - البمبوتية 
Vamos conhecer a Bambuteya?

       O bambuteya é um estilo folclore especifico da cidade Issmaaleya no Egito, uma cidade muito proxima a canal suez e porto said, uma cidade de do mar vermelho e muito conhecida pela pesca (pescadores).
a Bambuteya é um modo de dançar entre as pescadores e junto a família também, por isso é muito bonito quando se dançando como dança de casal, ela tem modo parecido com el Semsemeya do porto Said e um dos instrumentos fundamentais também neste folclore é a propria Semsemeya. este grupo é o grupo do teatro nacional da cidade El Esmaaleya numa apresentação realizada pelo ministério da cultura Egípcio. espero que gostam.


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Dabak Egípcio. دبكة مصرية
        O dabak Egipcio é um pouco diferente sim em suas marcações, é mais proximo do Bambuteya, a base é de tres 1,2,3 usamos mais giros e mais movimentos altos no pes mesmo em roda, usa menos espaço mas com mais marcação ( por exemplo no libanês ou sírio eles andam para fazer a roda no egipcio não) e o figurino também é diferente é mais estilo nosso mesmo como vc vai ver no video.


de instrumentos no dabak normalmente se usa, Tabla (derbak), Doff ( bandeiro sem sagat) e Mizmar isso são funtamental.

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Dança de Asaya ( Bastão )
رقص العصاية - طحتيب
Vamos conhecer um pouco?

         Na região do alto Egito, região antiga Tibah os homens tinham como símbolo da masculinidade
É mostrar a sua habilidade com o Assaya (bastão) isso foi usado diariamente como diversão, a hora de juntar a vizinhança e os amigos todo dia e toca a tabela e o mizmar e os homens entram na roda dançando com o Assaya mostrando a sua habilidade, isso existe até hoje em dia faz parte da nossa cultura e nossos costumes.

        Em algumas vezes também quando avia uma discussão ou briga entre os homens, eles marcavam um encontro (uma hora no dia x) e os homens se enfrentam com o Assaya e um tem que sai ganhando a borrada come mesmo não apenas mostrar apelidadas não é para machucar mesmo rs.


     Mas isso é costume rs, então a dança de Assaya é muito antiga sim neste região e usada em varias regiões também no Egito e quando falamos sobre o Saidi é uma referencia fundamental que é dança de Assaya, curtam este apresentação.

Este região eu praticamente ia a cada mês ficava 10 dias la e isso foi por causa do meu trabalho como Guia, então já vi e convivi isso na pele.

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Shamdan - Candelabro
Vamos conhecer um pouco?
Primeira palavra Shamdan vem de palavra Shemoua que é plural de palavra Shamaa e quer dizer vela.
O Shamdan (candelabro) é usado especialmente em cerimônias como casamento e batizados, o objetivo que representa é a luz e a prosperidade, nos casamentos a bailarina usa o shamdan e acompanha os noivos até o palco que será realizada a cerimônia, e isso se chama (Zaffa) a zaffa é um acompanhamento com festejo, as velas representa a luz um desejo em que Deus ilumina a nova vida dos noivos, normalmente nestes momentos de Zaffa as musicas que acompanham são musicas refere o momento ( o casamento ou o batizado ).

O Shamdan com tempo foi levado ao palco em coreografia de grupos ou mesmo com bailarinas solistas, mas sempre em qualquer coreografia não sai do objetivo dele que é cerimonial, é comum também escolher musicas místicas que traz a prosperidade (musicas instrumentais) como a deusIsis por exemplo e outras neste sentido.

O correto quando se usa o shamdan que o traje seja fechado isso faz parte das tradições, mas também pode ser usado com traje clássico, Saidi, Falahi ou Ghawazee isso por que as cerimônias são praticamente mesmas em todas as regiões apenas muda as costumes.

Umas das instrumentos que possa a ser usadas pela a bailarina em uma apresentação de Shamdan é o Snuje ( Sagat ).     

Neste vídeo podemos conhecer uma cerimônia de casamento onde esta usado o Shamdan e a musica que refere o momento e que diz ( em nome de Deus vamos começar este festa, em nome de Deus pedimos que nos ilumina ) e o resto da musica fala sobre isso.


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As Duas bilares de dança do ventre e Folclore árabe.
     Existe uma grande diferencia estudar a musica árabe para ser bailarina e estudar a musica árabe para ser musico ou percursionista, a linguagem  acadêmica é fundamental para quem estuda musica sim,
Isso importantíssimo sem duvida Neuma, Mas para Bailarina? Onde vem a confusão? Onde vem o erro de interpretar um estilo com musicas que falam de outro estilo?.

As Duas bilares:
Ritmo+Estilo = Leitura+Interpretação

- Ritmo é entender a leitura musical é contagem e marcação.
- Interpretação que é o mais fundamental para qualquer bailarina, não basta entender a marcação ouvindo o som, na interpretação a bailarina precisa conhecer a origem de cada estilo, temos varias ritmos confundam um com outro como o Falahi e o Saidi e o Ghawazee tb, sou ouvindo você acaba confundindo um com outro, pode escolher uma musica que fala sobre falahi e monte a sua coreografia como saidi.
- Interpretação é seu conhecimento pela musica, as trajes a ser usada para diferenciar um estilo do outro e saber identificar as diferencias entre um estilo ou outro com os instrumentos musicais que acompanha, os assessórios que deve ser usada para identificar estes estilos e claro as figurino.
- Interpretação é conhecer as características de cada região que pertence o estilo a ser dançando para não cair no erro de ouvi uma musica e interpretar com outro estilo e isso acontece e muito.

Espero que a quem ensina seja musico ou percursionista entendam também isso, que a cultura árabe é muito alem de leitura musical e marcação, cada região tem suas instrumentos musicais e suas costumes que existe diferencia entre cada estilo e outro não apenas rítmica .

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Traduções e Gírias!!
     Um das principais erros que muitas entram nele é a busca pelas traduções em qualquer lugar que seja sem ter a certeza se realmente esta correto.

Algum erro em traduções isso pode a causar uma ma interpretação da bailarina quando escolher a sua musica, um erro de tradução muda totalmente o sentido do contexto da coreografia.
Especialmente quando falamos em ritmos específicos como Shaaby por exemplo, o shaabi tem suas origem Egípcia especialmente Cairo, no shaabi moderno vocês encontram muito gírias na musica e isso muito comum de nosso jeito de viver e nosso dia dia la.
Uma frase por exemplo ( bent balad ) ou ebn Balad.. se você perguntar qualquer árabe o que quer dizer isso. Ele responderia quer dizer (filha do pais ) filha da terra, ele esta certo sim a tradução dela é isso, mas não é isso que a gente quer dizer quando nos refere bent el balad o ebn el balad, quando nos dizemos isso a gente quer dizer que fulana tem uma pessoa popular, que marca presencia onde chega, que tem um papo em todos os assuntos uma pessoa vivida. O mesmo pro ebn balad.

Então como este existe muitas outras gírias nossas apenas quem vivi la e quem é do egito possa explicar o que nos querem dizer, não adianta qualquer árabe traduz isso não por causa de falta de informação mas pela convivência de dia dia.

Muitas vezes alguém me pede traduzir alguma musica árabe de outros paises mas quando vejo que existe palavras que eu não sei o que eles refere é coisa deles, então eu prefiro não adivinhar por que sei a importância que faz uma tradução, uma tradução errada pode sim mudar totalmente interpretação de uma bailarina.

Então prestam muita atenção especialmente no shaabi moderno que sempre tem muitas gírias usadas diariamente no Egito, a certeza que não existe dublo sentido numa musica mas existe comparação e gíria.

A Origem!!!


            Não deixa o Samba morrer.. não deixa o samba acabar .. o morro feito da samba e a samba pra gente sambar.
Olham eu não sou brasileiro todos sabem disso, mas estou aqui a 19 anos, e eu amo de verdade conhecer culturas de outros povos talvez porque sempre convivi com turistas não sei.

Confesso que este musica cada vez que ouço ela eu me arrepiou, acho linda essa musica, toca a origem de vocês o raiz, eu amo musica, adoro mpb, sempre ouço Chico Buarque, Djavan, Caetano, Gilberto Gil em fim adoro.. mas falamos deste musica não deixa o samba morrer.. é o origem falar da musica brasileira e a cultura brasileira é Samba, o que inventam depois é passageiro seja funk seja sei la o que.

Galera, a invenção é passageira sim mesmo que é diferente ou faz sucesso instantâneo mas fuja do raiz pode ter suas públicos mas em olhar a quem ama e entende da musica com certeza este olhar será direcionado em outro lugar.

Vejam como é bonito ouvi este musica, como é bonito ver os instrumentos musicais que referem a Samba tocando vejam o movimentos do samba é lindo é Brasil.

Hoje falando da minha cultura eu digo também não deixa a dança do ventre morrer, não deixa a dança acabar.. é lindo ver quando alguém dança a nossa verdadeira dança.

A gente ver tanta coisa inventada que jamais faz parte deste cultura e talvez acaba desvalorizando o talento que é uma bailarina tem é invenção.

Eu vejo aqui as bailarinas antigas seja no rio ou SP ou qualquer cidade mas eu conheço a maioria, elas ainda preservam o que elas aprenderam quando decidiram estudar a dança do ventre e até hoje sei que elas ensinam isso sim mas claro elas não vão mudar o mundo também e nem vão impedi que os outros inventam.

Já vi muitos, Samba ventre, Forro ventre, afro ventre e la vai se é bonito pra vocês não sei, mas pra gente é tem olhar totalmente diferente, o Baladi é baladi, o shaabi é shhabi e la vai.

Jair Rodrigues & Alcione..Não deixa Samba morrer 

Então de coração de um amigo eu digo seja musica brasileira ou árabe mas buscam a origem e tentam manter-lo.
E peço 1000 desculpas se eu tinha me expressado errado não é minha intenção jamais, apenas senti que preciso dizer isso, respeito trabalho de todos, o amor que todos tem pela nossa, pela arte e especialmente pela minha terra e talvez isso seja o motivo e falar isso hoje.
Curtam a musica e sentam o Samba.
Abraço a todos.
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 Sufi



O Sufi
Vamos conhecer um pouco sobre um das rituais religiosos mais antigos no Egito que ainda existe até hoje que é o Sufi.
Objetivo deste ritual é meditação com giro, som louvando nome de Deus, um momento onde o participante se liberta de todos os pensamentos, a riqueza, pobreza apenas concentração em Allah (Deus).
O ritual começou a ser praticado deste época das Khalifas a mais de 500 anos atrás, tem duas origem que é Egípcia e Turca, no ritual religioso não tem diferencias entre cada uma e outra mesma com a variações de épocas como Fatimeya, Osmaneya, Ibrahimeya ou Shazleya são épocas que passaram por Egito mas não diferenciou o sentido do Sufi. O Sufi é a quem pratica El Sufeya.

Normalmente os praticantes do Sufi usam roupas brancas longas (galabeya), cinto preto e tarbush longo na cabeça, cada peça ela representa algo e tem seu significado.
A roupa branca ela representa a vida e a pureza, e também el Kafan (kafan é um lenço branco enrolado no corpo na hora de enterro), o cinto preto representa a morte o tarbush longo na cabeça representa a altura divina de Allah.

O giro é sempre no ponto central, e sua filosofia é onde tudo se gira em torno do Sol, o universo começa com ponta e termina com ponta onde tudo se gira em torno dela.
Quando começa o ritual todos os praticantes entram em uma sintonia com o universo louvando a Deus repetindo um cifrão religioso e isso também conhecido pelo Zikr, Zikr que dizer Lembrar ou Citar nome do Allah,é normal encontrar musicas no fundo da meditação, algumas pessoas tocando instrumentos mas importante saber que os instrumentos são limitadas e a voz do instrumento não deve estar alto para não tirar a concentração dos praticantes.

Também o uso do Sagat (Snuj) “Al Toura”, alguns praticantes usam para fazer o som e chamar vibrações e conexões com o universo.

O Sofi é praticado apenas pelos homens, mulheres não participam, inverso da Tanoura que pode ser praticada também pelas mulheres.


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Tanoura 
A TANOURA

Tanoura é tradicional folclore árabe, praticado em varias países especialmente Egito e Turquia que são seus raízes,
A Tanoura leva a mesma filosofia do Sufi que é um ritual religioso islâmico, a maneira de praticar que o uso de ponto central e o giro em torno dele, As roupas levam as 7 cores que representam os 7 céus e também os cores de arco Iris , O traje de bailarino é em forma de um lampião e homenagem um rei nobre “Al Muez Le Din Allah Al Fatemy”,


isso foi na época de “Al Fatemya” a mais de 500 anos atrás , onde foi recebido com um lampião em uma das suas visitas, no inicio também era comemoração religiosa usada nas festas religiosa, mas com tempo teve adaptações em questão da roupa, acessórios e também na filosofia da tanoura.


Hoje a tanoura um dos tradicionais folclore árabes mais desejado pelos turistas e visitantes, chama a tenção o tempo de giro e a velocidade também, contrario do sufi por exemplo que exige concentração e meditação, Pode ser usado na


tanoura musicas mais animadas oque o bailarino quer mostrar em sua apresentação é sua capacidade maior de giro, acrobacia com a roupa e assessórios,
Eu tive a oportunidade nos dois festivais que produzi aqui no Rio apresentar a Tanoura através de dois grandes amigos e grandes artistas como Amr Abdala e Hamada El Zoghby que encantaram todos que assistiram com seus belíssimo arte.

Fotos de mestres egípcios e amigos,
Amr Abdala e Hamada El Zoghby apresentações em Habaib Festival Brasil e Amaren Festival Internacional.


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Rio de Janeiro,
      É justo um bom profissional seja lembrado, elogiado por que isso que ele espera como sua dedicação é o reconhecimento.
durante este tempo que eu venho participando em eventos e como banca de juri, Hoje eu posso dizer que Rio de Janeiro tem sim bons profissionais que possa representar-la, que existe grupos de alto nível seja técnico, artístico em fim, e isso não vem a toa é resultado de longo caminho de estudo, treino para chegar
neste nível.
Grupo Espaço Nut
Infelizmente, a maioria tem um olhar de críticos, esperando erros, falhas e muitas invejas também, Mas é muito justo elogiar a quem merece, por que é uma grande diferencia entre ser profissional e ser aventureiro.
Grupo Melinda James 

      Rio de Janeiro, durante este tempo com voces neste meio, eu venho hoje agradecer profissionais que buscam a perfeição de uma arte e cultura que não é deles e na minha visão e opinião este grupos são referencias no Rio de Janeiro e com certeza tem todo respeito e admiração a suas professoras que conseguiram através dos estudos, de dedicação ter a seu diferencial.
Rio de Janeiro tem grupos que possa representar-la, tem profissionais que possa representar-la sim.

    Ranaa Al Jalilahs, Parabéns pelo trabalho que você vem fazendo com seu grupo, Erros, falhas é de menos em fim é uma cultura e arte que não é de voces, mas quando a perfeição ultrapassa, esquecemos as pequenas erros.
Grupo Jalilah´s



    Melinda JamesParabéns pelo seu trabalho e sua busca sempre a origem, eu acompanho isso sim e sei o quanto você se dedica.

   Luciana Midlej, Parabéns pelo seu trabalho e sua dedicação.
  Nadja El Balady, Parabéns pelo seu trabalho, sua busca de a perfeição da criatividade e estudos.
     Espaço Nut, Viviane Gama,Parabéns pelo lindo trabalho com seu grupo foi lindo ver voces no Amaren.
Grupo Nadja El Balady

       Espero que todos conseguem avaliar trabalho de um artista pela a sua qualidade e não pelo lado pessoal, Espero que as aprender elogiar quando um profissional faz bom trabalho e deixam as criticas para banca de juri.

    Espero que o tempo perdido em criticas possa ser aproveitado ao seu seu favor e também espero que praticantes deste arte valorize um bom profissional a final eles representam a sua cidade.

Abraço a todos.


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Novas Ideias, Quem lucra com isso?

      Eu sei como é difícil lançar uma nova ideia profissional, lançar um novo projeto relacionado a dança do centre e folclore árabe especialmente no Rio de Janeiro.

     Eu digo isso pela experiencia própria quando decidi realizar meus dois festivais, mais difícil ainda na lançamento da primeira edição do Amaren Festival Internacional em Agosto 2014.Fica sempre uma pergunta quem lucra com novas ideias?,
    Para temos a resposta, precisamos ter um olhar profissional, Uma maneira diferente de ser artista, porque isso exige primeiro convivência entre artistas (bailarinas e bailarinos), ver arte como universo que você faz parte dele e não é uma concorrência e comercio.

    Lançar uma nova ideia, Com certeza ela vem estudada e com certo objetivo e quem é dono da ideia com certeza ela pensa na resultado da sua ideia, pra quem ela vai e como será o resultado para estes pessoas, Mais uma vez vou falar de experiencia própria na realização do Amaren Festival Internacional, A ideia é uma integração cultural entre Egito com sua arte, cultura e Brasil com sua arte e cultura, Uma ideia com objetivo unir artistas, fazer um intercambio entre artistas, divulgar a arte e cultura entre artistas e países, Quem lucra com isso?

      Numa visão geral, podemos dizer que a cidade Rio de Janeiro lucra com isso quando olhamos em projeto como este de forma cultural, uma oportunidade de ter no Rio de Janeiro um evento que integra a cultura Egípcia no solo brasileiro, Agora a onde estão o responsável pela cultura do Rio de Janeiro?

      Numa visão pessoal entre artistas, um encontro como este é para unir todos os praticantes e profissionais do meio, O contato internacional com certeza tem seus benefícios, mostrar seu trabalho para quem é fora do Pais, fazer contatos internacionais com artistas do mesmo meio, conhecer maneiras diferentes de ver e praticar a arte, filosofias, talentos, ter a chance em trocar informações, ter aprendizado para seu crescimento profissional e também pode ter a chance de fazer intercambio artístico.

Todas estes benefícios são estudadas e esperadas quando pensamos uma projetar uma ova ideia, A certeza também digo pela experiência própria que o lado comercial é o ultimo pensado, A maior preocupação de quem lança uma nova ideia é que ela se realiza e atinge seu objetivo, Isso é seu lucro.

     Eu com a realização do Amaren Festival Internacional, me senti realizado, me senti feliz em ver a minha ideia atingiu seu objetivo, A integração em culturas emocionou a todos, Foi trazida e levada e representada, Fico feliz em ver a troca de informações, convivências e experiencias entre artistas, a pela realização do Amaren também teve a intercambio artístico, Então podemos dizer a quem lucra sempre são a todos que acreditam, que uni, que participam.
Intercambio Artístico 


     O Rio de Janeiro teve o Amaren Festival, e não parou por ai, é novas ideias estão a caminho está sendo estudada e lançada pelo duas profissionais de respeito artístico e cultural no Rio de Janeiro,


 Melinda James e Luciana Medlej, Pelo seu espaço Mosaico elas vem com lançamento de um novo projeto O BD Factor,

      é um projeto novo, primeiro Reality Show a ser realizado no Brasil, Com certeza lucros serão muitos a partir de momento em olhamos isso como lado profissional, como uma oportunidade nova para levar seu trabalho e seu talento em um certo nível, um grau diferente e mais uma vez é para cidade do Rio de Janeiro, é respeito artístico a todos que trabalham neste meio no Rio de Janeiro, 
Reality Show


     Projetos e ideias novas é sim e com certeza são valorização da cidade, da praticantes deste arte, E o nosso dever é apoiar a quem realmente pensa em valorizar a arte e as artistas, apoiar e se uni para podemos ter em certo alto estilo, seja artístico ou cultural.

   Ideias novas com certeza quem lucra com isso são todos que participam por que sempre é um aprendizado e crescimento.












Grato:Khaled Emam



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Quando vale a pena participar numa competição?

        Oque espera uma bailarina de um concurso?
Eu venho acompanhando vários eventos, festivais sejam nacionais ou internacionais, e confesso muitas vezes eu fico decepcionado pelo resultado da banca juradora, Parece que o resultado foi construído em base de uma opinião pessoal.
Qualquer bailarina que se inscreve em um concurso ela espera a ser avaliada de forma que possa trazer a ela um crescimento profissional, e pra ter isso é o dever da banca é ter o conhecimento pela a tema, Quando falamos em cultura árabe é precisamos entender que é uma riqueza, uma história, tradição, estilos que cada um tem suas características musicais e hábitos.
      Selecionar uma banca para um certo estilo de dança, não precisa ser nascidos la onde pertence a tema, mas deve ter seus conhecimentos para poder avaliar a quem espera uma correção justa.

Banca de júri  concurso master Amaren Festival
       É pouco tempo eu cheguei a ver por exemplo em festivais renomados, vencedores dos primeiros colocações interpretando um folclore que jamais será interpretado deste forma quando de folclore feminino, outras bailarinas foram desclassificadas por motivo musical e quando olhamos a musica é realmente refere o estilo que se apresentaram, Eu fico imaginando a bailarina com certeza fica uma pergunta no ar, Mas oque é o certo?

      Quando fiz agora pouco o Amaren Festival, eu fiz questão em lançar um critério novo no competição Master que também é uma categoria nova em concursos que a banca toda é de mestres Egípcios, uma categoria que exige o conhecimento pela musica, exige a leitura musical correta em instrumentos, ritmos e poema, é uma maneira que vem com objetivo é valorizar a dança e a própria bailarina, é muito importante conhecer e enxergar o valor da musica e seu valor como interprete. 

Jaciene Machado- 1º concurso master
     Eu fazia parte da banca, e as musicas foram selecionadas entre 50 musicas ricas em poema, e fiquei feliz na hora da avaliação em receber o parabéns por toda a banca pela escolha das musicas, Um concurso como este e uma avaliação de mestres como estes com certeza é muito valido para aprendizado, e também saber como esta sendo visto a sua arte pelo quem entenda.

    Espero que os organizadores do eventos e festivais, possam ter este noção que uma concorrente em concurso espera uma avaliação justa, por isso é deve escolher bem seus jurados que representam as temas a ser jogada, a bailarina não espera apenas um premio mas sim oque ela tem para corrigir e melhorar e isso deve ser dito em cima de uma base correta. 






Dicas: 
  - O Saidi feminino não se dança com duas bastão e mostrar a sua habilidade no bastão e acabar esquecendo de aproveitar os ritmos, marcações e alegria do saidi. 
  - Melaya, Vc deve saber diferenciar entre melaya baladi e melaya iscandarani, quando usa, que roupa que acompanha e que musicalidade pertence.
 - Baladi, tem sua características especificas ligado o Cairo, é importante conhecer o estilo.
 - Ghawazee, tem sua história, não apenas um estilo de dança, são épocas que cada época pertence um      certo estilo musical.
- Dança do ventre, é um universo rico exige conhecimentos.


Khaled Emam

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A importância do conhecimento:
         Muitas perguntam mas porque eu preciso saber e entender o que uma musica se trata se meu dever é dançar? Mas quando olhamos o verdadeiro sentido da dança ela é uma arte, uma interpretação e uma coreografia precisa ser executada conforme o sentido da musica, não apenas um ritmo, um solo de percussão apenas precisa a sua habilidade e seus movimentos corretos.
         A falta destes conhecimentos acaba desvalorizando uma coreografia pela a interpretação incorreta, apenas ouvi uma musica que tem ritmo não basta para ser escolhida para ser dançada.
         Muitas entra em um erro pra nos é grande sim mesma sem vocês querer, já vi varias interpretações que não diz nada com o significada da musica, as vezes a musica fala sobre dor, distancia ou até perda e alguns interpreta como fosse Shaabi por exemplo, outras que falam sobre religião louvando nome de Deus e bailarinos dançam Saidi e isso mesma que uma bailarina tem seu talento acaba sim desvalorizando seu trabalho, e como sempre digo e todos sabem que a dança do ventre não apenas uma dança mas é uma cultura rica em variedades rítmica e cultural precisa a ser estudada. Hoje em dia na era da internet a partir da hora que você postou seu vídeo na net ela é visto pelo mundo inteiro não apenas aqui no Brasil e com certeza que tem pessoas que vão entender e criticar por que também eles não sabem que vocês não tem noção de idioma.

Natália Azevedo, Elaine Keite e Vivian Gimenes
        A pouco tempo tem 3 amigas minhas elas fizarem uma iniciativa uma idéia eu pessoalmente achei muito bonita, uma coisa nova, simples e criativa, que começaram contar sobre a evolução delas. O dia dia, é um diário virtual bem natural mas com uma maneira que faz com que você pare e escute o que elas tem a dizer e isso que é bonito a criatividade e a simplicidade.

      A pouco tempo atrás elas iam fazer uma apresentação solo a cada uma com a sua coreografia e escolherem musicas clássicas e muito ricas em poesia e composição realmente musicas difícil para interpretar-la, o que mais admirei foi a preocupação delas em entender o que a musica diz para poder sentir a musica e tentar expressar-la de maneira que seja a altura do significado da musica, me pediram uma ajuda nisso e graças a Deus teve a condição em ajudar, e sabendo o significado elas começaram seus ensaios e foi maravilhosa a apresentação de cada uma, ter talento, amor pela musica e seu conhecimentos são fundamental sim para que tudo se encaixa e se termine em uma perfeição.

     Neste vídeo que segue a baixo da matéria tem um capitulo do o diário delas onde elas falam sobre a importância do conhecimento da musica para ser interpretada, vale a pena assistir sim, elas tem seus canal no youtube (3bailarinas) onde tem todo o diário e a apresentação.

    Então é muito importante sim estudar os ritmos, a origem de cada ritmo as características de cada região e o povo que representa estes estilos e o conhecimento da musica tudo isso antes de você finalizar a sua coreografia. 


Padrões na Dança:
Este foi uma das perguntas que foi em uma entrevista minha no blog da Máfia.
 8) Você é favor dos selos e padrões de dança que existentes no Brasil?
KH) Este assunto realmente é muito delicado em falar sobre ele mas vou responder como egípcio e como a gente ver a dança na nossa terra e como as artistas agem, então digo a minha opinião totalmente contra simplesmente por que não existe padrões, o bonito na dança de ventre é a variedade, as diferenças nos estilos, na maneira em que se representar, vou citar por exemplo uma bailarina que todos conhece e admira trabalho dela que é Randa Kamel, a Randa foi formada de escola do Mohamed Redá, fazia parte do grupo dele antes de começar a carreira solo, estudo com uma das rainhas nossas que é Fifi Abdo e mesmo assim nunca ela diz padrão do Mohamed Redá, imagina se tudo mundo segue um único padrão para ser boa bailarina, ai não importa em que você ia ver a final tudo igual e segue o mesmo padrão, Cada bailarina tem seu estilo e seu perfil, algumas se destacam no folclore outras no clássico e isso é o bonito na dança a variedade.
        No Egito por exemplo quando citamos a dança clássica a rainha é Suher Zaky ela já dança folclore claro mas perfil dela é clássico e se destaca nisso, quando falamos do baladi é a rainha é Fifi Abdo também ela dança clássico mas o perfil dela é baladi, então não importa onde Suher Zaky estudou e nem a Fifi estudou o que importa que elas sabem qual perfil que mais atrai o publico e o mais combina com elas e tentam fazer com ele sua referencia.
      O mais bonito na dança do ventre é seu talento e sua carisma, dançar com alma e faça com que o publico se encanta com você.

Selos na dança:
      Quando falamos sobre selos, fica uma duvida o que exatamente refere?
Pelo que vejo e como conheço muitos amigos, amigas que ensinam a cultura árabe e a dança, eles dão este selos no fim do curso, digamos se estes selos referem o termino do curso seja técnico ou teórico não vejo nada  de errado nisso afinal ele não diz Neuma qualidade ou padrão ele refere o profissional que ensina sem colocar regar e padrões a seguir.
       Eu vi este por perto numa confraternização de termino de um curso da uma amiga minha que tem seu nome no mercado, e em uma apresentação de uma aluna depois do termino da apresentação ela me perguntou merece o selo? Eu respondo com muita honra, então era sim como um premio para cada aluna que terminou o curso.
       Espero que o sentido do selos seja isso mesmo sem colocar regras e qualidades a quem ensina. 
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A Bailarina!!
Estilos? Igualdade? Glamour? se a dança é uma arte então vamos comparar a bailarina como uma artista.. digamos uma artista plastica.
juntamos algumas bailarinas ( artistas ) e vamos dar uma tela em branco para cada uma ( a tela seria o tema ) vamos dizer que o Ritmo Baladi na pintura é comparado com paisagem, a tela está em branco mas existe o tema e seus materiais de pintar que é seus trajes e seus acessórios certo?
agora vamos pintar a nossa tela.. fazer a sua creografia com certeza nenhum quadro será igual ao outro, cada uma tem a sua imaginação, seu talento e seu dom, o que faz a diferença é a sua capacidade de criar, imaginar, expressar.. que na dança se chama sua arte, seu estilo e seu talento.
as pinturas podem ser todas lindas cada um com seu estilo, são lindas por que são diferentes e a diferença está sim em sua criatividade.
abraços e curtam a sua arte a final é uma arte.

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O sentido da dança:
    Az vezes acho que uma covardia certeza coisas que vejo neste mundo da arte, da dança mas olhando bem as coisas vamos dizer que a rte em si está muito longe de carregar uma culpa disso, somos nos que temos dentro de nos esse sentimento ruim, esse erro que nos sabemos que é erro mesmo assim continua errando simplesmente para agradar outras pessoas em nosso interesse.

   Porque não perguntam qualquer pessoa quer dançar o que você espera da dança antes de dizer que ela não encaixa com o perfil artístico?
  Porque por bobagem tentar acabar com sonho de alguém que simplesmente tudo que ela quer é sentir feliz?

   Muitas e muitas de pessoas que entram no mundo de dança seja dança de ventre ou não, elas vejam isso como uma saída pode ser uma cura de solidão, uma cura de depressão, um encontro com si mesmo algo que te faz feliz, e aça encontrando muitas dificuldades e exigências, muitas não esperam muita coisa de dança apenas querem ser felizes, não sonham a ser estrelas de qualidades sei la de que, mas apenas querem senti o sentido de arte que é a vida.

   Eu não critico ninguém mas apenas peço a todos e sei que tem muita gente passaram e passam por isso, que não diminuir a ninguém e não tire de alguém algo que elas acreditam que possa trazer uma alegria em suas vidas e lembram que a arte é como o (Ar ) tudo mundo tem o direito de respirar.
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 Uma grande diferencia!
       Dança do ventre no Egito e a prostituição tem ligação? Respondo SIM!!                   
Mas calma vamos explicar bem isso agora, basta ler o que segue, mas antes de falar sobre isso
Quero citar um apelido que o presidente do Egito Anwar Sadat colocou em uma bailarina ok?

Acho que todos sabem o que significa Oum Kalthum pra nos Egípcios e árabes também.. é uma ( eternidade ).
Simplesmente Anwar Sadat colocou apelido do Suher Zaki de oum kalthum de dança de ventre.
E pra nos ela é sim até hoje, isso vai explicar o inicio do meu texto.

Vamos la.. todos nos sabem que a prostituição existe desde o mundo foi criado, desde época do cristo tudo mundo conhece a história da Maria Madalena por exemplo que na era do cristo a 2012 anos certo? Ok
Mas isso o que tem a ver com dança de ventre e prostituição? Ai vem a explicação

Primeiro vamos diferenciar entre a dança de ventre e a prostituição ok? Uma bailarina ( bailarina ) como Samia Gamal, Suher Zaki, Nadia Gamal, Kitty e muitas e muitas que vocês conhecem estes são bailarinas, para você ir assistir  uma apresentação de uma delas você precisa usar um terno se não, não entra, precisa reservar antes seu ingresso e nem todos os calasses do Egito podem ter este condição.

Não basta você ver um vídeo na net, um comentário que seja ou até ir ao Egito por 15 dias para você entender a realidade, você precisa viver la, conhecer a realidade as diferencias e os costumes assim você vai entender qual a diferencia entre uma bailarina e uma prostituta.
Como eu tinha dito que existe sim prostituição no Egito, mulheres de noites, de cabaré, que vivem base disso, e como faz parte da nossos costumes em algumas bairros (antigos) nas festas do casamento eles contratam uma banda qualquer para alegrar a noite e uma ou 10 que seja deste mulheres que da noitadas, ok mas isso o quem a ver com a dança de ventre? Respondo
Quando eles contratam estes garotas vocês acham ela vai fazer o que alem de dançar? Nada, o que egito tem de dança? É dança do ventre certo? Então eles o palco com os músicos de quinta categoria e dançam, normalmente final da festa sempre é quebra quebra, briga, cadeiras voando isso verdade eu não sou vi mas vivi.
Então se vocês prestaram a tenção duma destes que vocês pensam que bailarina vocês vão perceber que nunca teve e nunca vai ter um nome na mundo de dança simplesmente nunca foi bailarina.

Então queridos e queridas, é única ligação que tem entre a dança de ventre e a prostituição É  que a garota da programa é egípcia e a dança de ventre também é egípcia.
Mas mesmo assim tem uma grande diferencia que ( nunca uma prostituta será uma bailarina e nunca uma verdadeira bailarina se apresentar numa festa barata ).

Espero do coração que tinha conseguido esclarecer um pouco da nossa realidade. Paz e luz a todos.

Khaled Emam 
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O Shaaby 

Os conflitos entre tantas informações:

A intenção desta matéria é mostrar onde está o erro, e tentar eliminar um pouco deste conflito em informações respeitando a opinião de todos claro apenas quero ajudar mais nada.

Esse matéria será postada no meu blog em (Ritmos) com três vídeos de Shaaby em três épocas.

Primeiro vamos inverter o papel ok? Vamos imaginar que estamos no Egito, e algum tempo virou febre a Samba por La, abriu muitas escolas que ensina dançar samba certo? Estamos no Egito. Deu certo e estes escolas a cada dia se aumentam os números entre escolas professores e alunos, escolas e professores que ensinam a Samba mesma que nuna tinha pisado no Brasil mais ainda ter conhecido um brasileiro mas tudo bem, vamos a nossa viagem, a gente no Egito sabemos que o Samba é brasileiro, aprendemos as técnicas os passos da samba mas, não sabemos a historia de samba, como a gente no Egito buscar informações sobre a samba brasileira?

Agora vai começar nosso conflito!!!

Digamos que La no Egito nos sabem que Brasil faz parte da America latina como Chile, Argentina, México e outros países desta região, isso comparado como Egito e os outros países árabes. Mas sem informação a gente não sabe quais são diferenças entre um pais e outro.

A busca pelas informações!!!

Digamos que no Egito existe algumas pessoas que são argentinos, outros mexicanos alguns chilenos assim, que é fazem parte da America latina mas talvez nunca pisaram no Brasil certo? Ai vem o professor ou dono da escola que ensina a samba buscar informação com eles sobre o samba, Pode ser até eles podemos dizer que é isso ou assim, mas sem noção da verdade.

Então a base disso o professor ensina os alunos pelo que ele ouviu do argentino, e mandar suas alunos buscar suas informações em outros meios como internet, blogs, vídeos etc.

O aluno faz a sua buscar pela net, o meio sim de informação que existe, o avanço da tecnologia de informações, então quando digitar ( Samba Brasileira) ou ritmo Samba, com certeza você pode encontrar milhões de respostas, milhões de vídeos e blogs.

Mas o conflito é entre tudo que você encontra você não sabe o mais importante que é a ocasião. Sem ter certeza que tudo que esta escrito em blogs mesmo assim acabe copiando e colocando com informação em base da certeza e o verdade que não é. Ainda estamos no Egito fazendo nossas buscas por os novidades da Samba ok? Milhões de vídeos você pode encontrar com certeza.

Entre os vídeos pode encontrar um churrasco na laje com muita gente bebendo, comemorando, sambando certo? Ai você vem a dizer que assim que é a samba de hoje no Brasil sem saber a ocasião, você pode encontrar um vídeo de bloco da rua de carnaval sem saber a ocasião você veja isso como assim que sambam hoje no Brasil.

Isso que rola hoje em dia aqui sobre as informações sobre o Shaaby

Sei que não é a culpa de vocês, eu falei isso a nossa cultura é diferente, é longe, temos nossos costumes e diferenças culturais. Então digo nem tudo que você ver tem o sentido correto sobre o tema.

A bailarina é como uma rainha de bateria de uma escola de samba em um desfile das escolas, cada uma tem a sua fantasia, seu estiloe seu brilho sua fantasia pode ser de luxo, pode ser simples até mesmo sem fantasia apenas com apenas pintura no corpo, digamos que a fantasia é seu traje de dança, então não existe Padrão, suas qualidades estão em seu amor pelo Samba, seu amor por representar a sua cultura e sua qualidade é em sua carisma, deixar que a platéia sentir que você faz parte deles.

Eu Khaled acho que a pessoa se torna mais sábia quando diz não sei se algum dia alguém fez uma pergunta e ela não sabe do que inventar respostas erradas para mostrar que é sábio, se vocês me perguntaram sobre os costumes, por exemplo, no Líbano com certeza responderei não sei, nunca esteve La, onde, em que bairro nasceu o Dabke? Vou responder que não sei, se todos fizeram mesmo acho que ajudaria mais sim.

A pergunta de hoje é o Shaaby moderno é para ser levado o palco?

Vou responder, lembram a pouco tempo nas entrevistas que fiz quando falei ( criam e não copiam ?) então eu não sabia que vem depois este prova que eu diz.

Por isso escolhi este vídeo que não é egípcio nem brasileiro mas é um ritmos Shaaby moderno e levado com uma linda apresentação pro o palco sim, e como diz uma vez ( cabe em cada um mostrar o que quer a ser visto) e a dança é uma arte e a arte é uma criatividade.

Este meteria vou postar-la em meu blog (Ritmos) também para as pessoas que não estão entre meus amigos aqui podem tirar suas duvidas também, então compartilham entre vocês e em breve falarei sobre a nossa cultura nossa dança entre origem e ritmos, lembrando que os assessórios que se usam na dança de ventre nunca foram e nunca seria um ritmo.

Vejam este vídeo e a intenção é admirar sempre uma obra bonita.
Até mais

Shaaby anos 70 e 80 que chama ( Mawal ).

Shaaby Tradicional

Shaaby Moderno

Ritmo Hagallah:

até mais.
Khaled Emam 

9 comentários:

  1. Adoro as matérias postadas aqui, indico seu blog para minhas alunas e amigas. Vou postar um link do seu blog no meu, para ficar mais fácil o acesso, assim ninguém pode dizer que não encontra um pouc de conhecimento. Um grande abraço. Saúde e Paz, Isodara

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  2. Adoro seu Blog khaled, indico para minhas alunas e todas amigas e companheiras de Dança do Ventre que se interessam conhecer realmente a verdadeira Cultura Árabe. Bauces!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Olá, muito obrigado pela indicação e pelas palavras suas. abraços

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  5. ola, gostei mto do seu blog, sou brasileira e meu marido egipcio mas moramos em dubai. achei seu blog por acaso e gostei mto. tem poucos blogs em portugues que falam realmente o que é cada coisa...mto bom

    se quiser ver nosso blog

    www.brasilegito.com

    maa salama

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  6. Olá, primeiro muito obrigado, que bom que gostou do blog e fiquei feliz em saber que é Brasileira e casada com Egípcio que bom, muita felicidades pra vocês, e realmente o objetivo do blog é isso trazer um pouco da nossa cultura que é muito longe da aqui para todos conhecem um pouco a nossa terra. um forte abraço e adorei o site de vocês também meus parabéns.Salam

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  7. Parabéns Khaled!!!Seu blog é maravilhoso,estarei sempre usando para me atualizar!Obrigada por nos ceder um pouco mais da sua cultura!Abçs.

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  8. Oi Sandra, grato querida. abraço grande.

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